A polícia investiga a hipótese de o cerca de um quilo de cocaína apreendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em forma de pedra e acondicionada dentro de uma garrafa pet seja uma pedra de oxi, uma nova droga mais forte e corrosiva e mais barata que o crack. O produto ainda não foi localizado em Mato Grosso. O entorpecente estava com a vendedora Juliana Taceo de Oliveira, de 25 anos. A droga foi apreendida no Trevo do Lagarto por policiais rodoviários federais que faziam uma abordagem a passageiros de um ônibus da empresa Transbrasil que vinha de Rio Branco (AC) e seguia para Mossoró (RN). As primeiras aparições do oxi no Brasil foram pelo Acre. Ao revistar uma mochila de Juliana, os policiais encontraram uma garrafa de refrigerante cheia de entorpecente. A vendedora alegou que pagou R$ 6 mil em Cáceres pela pedra e iria revendê-la na cidade de Aragarças (GO) por R$ 8 mil, obtendo um lucro que ela considera excelente. Juliana disse que recebeu a droga já preparada por bolivianos e não soube dizer se era oxi. Segundo os policiais o cheiro é característico, mas o laudo realizado pelos peritos da Politec comprova apenas se tratar de cocaína. Para se certificar de que se trata ou não de oxi é preciso enviar amostra para um laboratório fora do Estado. A delegada Cleibe de Paula, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes de Cuiabá, informou que ainda não existem registros de apreensão da nova droga em Mato Grosso. É preciso ter um laudo de comprovação. Quando existe a suspeita, os próprios peritos se encarregam de enviar o material. Tivemos até agora um caso suspeito que não se concretizou, explicou. (AR)