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CIDADES
Segunda-feira, 04 de Agosto de 2008, 20h:45

RAUL MONTEIRO

Polícia amplia foco

Policiais civis de Chapada agora investigam possibilidade de empresário ter sido assassinado por motivo passional

DANA CAMPOS
Da Reportagem
A Polícia Civil de Chapada dos Guimarães trabalha com a hipótese de o empresário Raul Domingos Valle Monteiro, de 46 anos, ter sido assassinado por motivo passional. Inicialmente, o delegado João Bosco de Barros, responsável pelas investigações, suspeitava de uma execução comum. No entanto, novas informações levaram o delegado a cogitar a possibilidade de vingança por questões passionais. Ontem os dois filhos do empresário - Raul Vitor Arantes Monteiro, de 21 anos e a irmã, de 14 anos - estiveram na delegacia de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) para prestar depoimento. Eles começaram a ser ouvidos por volta das 15h30. Primeiro foi a garota, em seguida o jovem. Conforme o advogado da família, Paulo Henrique Luz, outra pessoa foi convocada a prestar depoimento. Segundo ele, era um amigo da família que trabalhava no Institucional Mato-grossense de Pós-graduação (IMP), de propriedade de Raul Monteiro, localizado na avenida do CPA. De acordo com Barros, todas as pessoas que mantinham algum tipo de relacionamento, direta ou indiretamente, com a vítima serão intimadas a prestar depoimento. “Não temos como afirmar nada até o momento. Por isso a necessidade de ouvir todo mundo que se relacionava com ele (Raul)”, disse o delegado. Conforme o advogado, o empresário não tinha nenhum inimigo declarado. “A família nunca teve conhecimento de que o pai sofria algum tipo de ameaça. Pelo contrário, era uma pessoa tranqüila, que trabalhava em Cuiabá e descansava em Chapada todos os finais de semana”, esclareceu o advogado, afirmando ainda que Raul era proprietário único da empresa e que era ele quem mantinha relações comerciais com fornecedores e credores. O que segundo Luz, pode dificultar ainda mais as investigações do crime. “Os filhos são jovens e não tinham acesso a informações dos negócios do pai”, afirmou. De acordo com Luz, Raul estava divorciado há mais de sete anos. No entanto, mantinha uma relação sadia com a ex-esposa, cujo nome preferiu não citar. “A família está espantada com o crime, até agora ninguém entende quem pode ter matado ou mandado matar Raul”, disse. A execução de Raul Monteiro ocorreu no último sábado, após ser seqüestrado na entrada do sobrado onde passava os finais de semana, no bairro Bom Clima, em Chapada dos Guimarães. Conforme o advogado da família, a filha dele estava na casa e abriu o portão – como de costume. O pai, que dirigia uma Pajero, chegou a entrar com o veículo dentro da garagem quando ele e a filha foram abordados por dois homens armados. Os criminosos chegaram a amarrar a filha em um dos cômodos e levaram o empresário até a entrada da “Toca da Loba, próximo do Rio Claro, na rodovia Emanuel Pinheiro. De acordo com a Polícia Civil, o assassinato ocorreu por volta das 3h da madrugada de sábado. A vítima foi encontrada no porta-malas do Pajero, com as mãos amarradas para trás, com um short que encobria o rosto e dois tiros na cabeça, um no canto da testa e outro no rosto, ambos do lado direito.

Edição EDIÇÃO 16962




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