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CIDADES
Terça-feira, 16 de Março de 2010, 20h:28

SEGURANÇA NA COPA

PM tem planos ao custo de R$ 211 mi

Estratégias do Comando são dobrar efetivo, retomar batalhões especializados, capacitar pessoal e ensinar idiomas, mas sem recurso garantido

ALECY ALVES
Da Reportagem
A Polícia Militar mato-grossense quer dobrar seu efetivo, passar dos atuais 6,1 mil policiais para 11,8 mil, reativar unidades de segurança, como os batalhões Ambiental, de Trânsito e Rodoviário, e criar os grupos de cavalaria e de cães farejadores para a Copa de 2014. Hoje, o déficit na PM de Mato Grosso já é de 5 mil homens, número próximo do que a corporação quer ampliar até o Mundial. Está prevista ainda, a criação de 10 novas bases comunitárias de Segurança em Cuiabá e Várzea Grande, unidades nas quais as polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e outras instituições compartilham o mesmo espaço na prestação de serviços. Para o comando da PM também é meta reforçar o grupamento aéreo com novas aeronaves e mais policiais. No planejamento da instituição, apresentado ontem pelo comandante-geral, coronel Antonio Benedito de Campos Filho ao secretário de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado Filho, estão sendo reivindicados investimentos da ordem de R$ 211,7 milhões em infra-estrutura, equipamentos, capacitação e outros serviços nos próximos três anos. Uma comissão formada pelo Comando da PM, que tem na coordenação o coronel Joelson Sampaio, mapeou o Estado e definiu, de acordo com a divisão gerencial da própria corporação, as necessidades de cada região para fazer a segurança da população, turistas, autoridades e delegações esportivas. O coronel Campos Filho disse que o plano levou em consideração, entre outras questões, a população e o potencial econômico e turístico de cada região. O comandante destacou que a idéia é contratar, gradativamente, 5,5 mil novos policiais e criar um quadro mínimo de 620 policiais, sendo 500 praças e 120 oficiais, que falem fluentemente duas ou mais línguas estrangeiras, entre as quais inglês e espanhol. A expectativa do alto comando da PM é que até o final de 2013 a instituição esteja preparada para atuar nos jogos da Copa e nos locais que devem receber turistas. Campos Filho observou que uma das preocupações é a formação dos novos e requalificação dos policiais que já pertencem aos quadros. Tantos os policiais que ingressarem na PM a partir de agora como os antigos terão de estudar disciplinas como análise de cenário de risco, atendimento ao público, controle de distúrbios civis e policiamento em eventos e praças e eventos desportivos. O secretário de Justiça e Segurança, Diógenes Curado Filho, disse que terá que analisar a capacidade de financiamento do Estado e as possibilidades de levantar os recursos junto ao governo federal. Além disso, destacou, terá de submeter o projeto à Agência Especial da Copa (Agecopa). Do orçamento atual da Sejusp, disse Curado Filho, não há como destinar verbas para essa finalidade. De acordo com o secretário, para este ano o governo reservou R$ 850 milhões, dos quais 70% serão consumidos apenas com salários. Os outros R$ 150 milhões serão para assegurar o custeio da Pasta (combustível, manutenção de veículos, alimentação e outros) e investimentos (novos equipamentos, reforma e melhorias). Somente com alimentação de presos, informou, o Estado gasta R$ 40 milhões ao ano.

Edição EDIÇÃO 16967




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