CIDADES
Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011, 20h:33
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ESTRADAS DE MT
Pesquisa aponta 70% de rodovias não-adequadas
De 4,4 mil Km de malhas viárias avaliadas 3,1 mil Km são desfavoráveis ou regulares
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Pesquisa feita pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostra que mais de 70% dos trechos das rodovias federais e estaduais de Mato Grosso se encontram em situação não-adequada. De 4.460 quilômetros de malhas federais e estaduais pavimentados analisados 3.128 quilômetros de extensão estão desfavoráveis ou em condição regular, ruim ou péssimo. De acordo com o CNT, o sistema rodoviário do Estado totaliza 62.519 Km de extensão. Entretanto, apenas 7.077 Km correspondem às rodovias federais e estaduais pavimentadas. Os 4.460 Km avaliados representam 63% da malha do Estado que, numa comparação, encontra-se melhor que Mato Grosso Sul (MS), que conta com 72,9% da malha pesquisada considerada deficiente. Em sua 15ª edição, o estudo foi realizado entre 27 de junho e 4 de agosto, totalizando 39 dias em campo com a participação de 17 equipes. A pesquisa levou em consideração as condições de pavimento, sinalização e geometria das vias. No Estado foram avaliadas sete MTs, sendo elas 130, 208, 240, 246, 320, 343 e 358, e seis rodovias brasileiras: as BRs 070, 158, 163, 174, 242 e 364. Essas rodovias têm importância significativa, uma vez que formam eixos de escoamento dos produtos para os estados das regiões Norte e Centro-Oeste e para a Bolívia, país vizinho, como também no sentido contrário, traz a CNT. Na classificação geral, dos 4.460 quilômetros da malha viária mato-grossense, 404 Km (9,1%) foram considerados ótimos, 928 Km (20,8%) como bons, 1.372 Km (30,8%) como regulares, 1.298 Km (29,1%) ruins e 458 Km (10,3%) péssimos. Todas as estradas estaduais e a BR-158 foram consideradas como ruins na classificação geral. As demais BRs, como regulares. Um exemplo da situação precária são os 59 quilômetros avaliados da MT-240, que conta com pedágio no trecho entre Nova Ubiratan e Sorriso. O pedaço recebeu a classificação ruim nos três aspectos (pavimentação, sinalização e geometria). Quanto às condições da pista de rolamento ou superfície, a pesquisa revela que mais da metade (2.453 Km), o que corresponde a 55%, está desgastada. Apenas 1.368 Km (30,7%) estão perfeitos, 470 Km (10,5%) apresentam trinca ou remendo, 149 Km (3,3%), afundamento, buraco ou ondulação, e 20 Km (0,4%) estão totalmente destruídos. Segundo a pesquisa, em 4.408 (98,8%) Km as estradas apresentam pista simples de mão dupla. Um dos pontos positivos é quanto à visibilidade das placas. Em 80,8% dos trechos avaliados, predominou a inexistência de mato cobrindo as placas. Porém, em 296 Km (6,6%) foi constatada a inexistência deste tipo de sinalização. Segundo o CNT, o intuito da pesquisa é oferecer um panorama atual da realidade da malha rodoviária brasileira e as condições das vias que afetam, direta ou indiretamente, o conforto e a segurança. A CNT aponta ainda que apesar da participação do modal rodoviário na destinação dos recursos públicos, a carência de investimentos no setor é nítida. O valor pago não é suficiente nem para a correta manutenção, nem para permitir acentuada expansão da malha rodoviária, o que onera o setor e o país. Cerca de 57% da extensão das rodovias apresentam algum tipo de deficiência, indicando a insuficiência dos recursos investidos, completa o estudo.