CIDADES
Sábado, 25 de Junho de 2011, 13h:20
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MORTE DE AGENTE
Para Sesp, não existe dúvida sobre autenticidade de laudo
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) divulgou nota, na noite de sexta-feira, para informar que a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), por meio da Diretoria Metropolitana de Medicina Legal, já prestou as informações necessárias sobre a causa morte do agente penitenciário Wesley da Silva Santos, de 24 anos, e do reeducando Uenes Brito dos Santos, 22 anos, com a divulgação do laudo oficial na última quarta-feira. O questionamento sobre a veracidade do laudo da Politec partiu logo após a divulgação de que o servidor tenha morrido em virtude de uma perfuração por chuço, e não por arma de fogo, como atestado na certidão de óbito de que a causa da morte seria a perfuração por arma de fogo (P.A.F.). O delegado que preside o inquérito sobre as mortes, Antônio Carlos Garcia, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, disse à imprensa que vai chamar a médica legista responsável pelo laudo para esclarecer as dúvidas em relação à disparidade de informações entre os dois documentos oficiais. A Secretaria ainda disse na nota que uma nova perícia só deverá ser realizada caso seja solicitada judicialmente pelas autoridades requisitantes que estão investigando os fatos, ocorridos no dia 20 de junho na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá. A exumação do corpo do agente penitenciário, uma estratégia que poderia elucidar os fatos sobre a causa mortis, não foi solicitada pelo titular da DHPP. Embora seja uma alternativa, o procedimento não é sequer cogitado ainda pela investigação, cujo inquérito está sendo acompanhado por dois promotores do Ministério Público. Garcia afirmou que não recebeu o chuço utilizado pelos detentos no dia do motim, apenas facas que não são de fabricação caseira. De acordo com o laudo oficial da Politec, o agente penitenciário Wesley da Silva Santos sofreu ferimento contuso com entrada no oitavo espaço costal direito com lesão do estômago, diafragma e ventrículo esquerdo do coração, causado por instrumento perfuro contundente (chuço). Segundo informações do diretor metropolitano de Medicina Legal, Jorge Caramuru, a causa morte foi por hipovolemia (perda excessiva de sangue causada pelo ferimento do coração, ocasionado pelo golpe de chuço). Ainda, conforme o laudo, o agente penitenciário também sofreu ferimento no antebraço esquerdo com fratura e ápice do pulmão direito causado por projétil de arma de fogo calibre 12. Em relação à causa morte do reeducando Uenes Brito dos Santos, 22 anos, o laudo atesta lesão dos grandes vasos ilíacos a esquerda com perda excessiva de sangue (hipovolemia) causado por projétil de arma de fogo calibre 12. Como o calibre que atingiu as duas pessoas é o mesmo é possível que os tiros tenham partido da arma utilizada por algum policial militar que estava no local para conter os ânimos. Por conta disso, a Corregedoria da Polícia Militar também investiga os fatos. Nos dois casos foram confeccionados documentos fotográficos e radiológicos. O resultado dos laudos será encaminhado nesta segunda-feira às autoridades requisitantes, conforme a Sesp. (Com assessoria)