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CIDADES
Quarta-feira, 03 de Novembro de 2010, 20h:25

CASO ANA

Outro preso por mortes

Ex-candidato a deputado federal David Nascimento teve prisão preventiva decretada por coautoria dos crimes

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O comerciante e ex-candidato a deputado federal David Manoel Nascimento foi preso ontem à tarde por policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele está com a prisão preventiva decretada como um dos envolvidos na morte da corretora de imóveis Ana Cristina Wommer, aos 24 anos, e de sua filha recém-nascida Maria Eduarda. A prisão ocorreu dentro do Fórum Criminal de Cuiabá onde David foi procurar a 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar da Capital para saber do andamento do processo. “Assim que chegou para se inteirar do processo, policiais da DHPP foram informados de sua presença. Os policiais se deslocaram até o Fórum para o cumprimento do mandado de prisão preventiva”, informou o delegado Márcio Pieroni, responsável pelas investigações. Segundo o delegado, David foi indicado como partícipe, pois havia indícios de sua participação reforçados por cair em contradição em seus depoimentos. “Quando ele disse que estava em Nobres, nos dias próximos do crime, na verdade, temos confirmação de que estava em Cuiabá. Ele estava mentindo”, frisou o delegado que solicitou a prisão preventiva do comerciante. Márcio Pieroni concluiu o inquérito sobre o crime no dia 20 de outubro enviando-o ao Fórum Criminal com pedido de prisão preventiva para dois envolvidos - o policial militar Claudemir Souza Sales, 30 anos, que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima, e de David Nascimento por supostamente ter ajudado na morte da vítima. O policial foi indiciado por homicídio qualificado, aborto provocado e ocultação de cadáver e David, como coautor do crime. O PM está preso no Presídio Militar de Santo Antônio de Leverger e David Nascimento foi encaminhado a uma unidade prisional da Capital, pois não tem curso superior. De acordo com Pieroni, mesmo com o laudo do exame de DNA apontando que o policial militar não é o pai da criança, o rumo das investigações não mudou. O inquérito apontou que o policial vinha sendo pressionado pela vítima para que reconhecesse o filho. Ana Cristina foi encontrada morta no dia 24 de agosto deste ano num terreno próximo do então Hospital Neuropsiquiátrico, na saída para Rondonópolis. Ela havia abortado a filha. Para o delegado, a tentativa de aborto forçado foi por parte do militar, que teria agido com um ou dois cúmplices. Ana Cristina foi vista pela última vez no dia 22 (domingo), de manhã, após sair de sua casa no bairro Tijucal, para se encontrar com o PM Sales.

Edição EDIÇÃO 16962




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