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CIDADES
Segunda-feira, 16 de Novembro de 2015, 20h:19

HOSPITAL CENTRAL

Obra será retomada

Iniciada há 30 anos, obra de hospital em Cuiabá será retomada a partir de ajuste assinado entre Estado e MPF

YURI RAMIRES
Da Reportagem
A “Cidade da Saúde” começará a ganhar forma na primeira quinzena de dezembro, informou ontem (16) o governador Pedro Taques. Ele assinou um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) junto ao Ministério Público Federal (MPF), visando à retomada das obras do Hospital Central, iniciadas há 30 anos. A intenção é de que em dois anos e meio o Estado tenha cinco novas unidades de saúde. Taques lembrou que, quando era procurador da República, atuou na ação que colocou o Governo do Estado como responsável por concluir a obra, o que de fato nunca aconteceu. Ele ainda classificou a construção como uma “vergonha” à sociedade. A primeira ação, de acordo com o governador, será a construção do novo Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac). O cronograma de obras prevê a entrega da unidade em setembro de 2016. “A construção do novo Cridac é uma parceria com a sociedade civil. Para isso, já temos R$ 6,5 milhões”. O secretário de Fazenda, Paulo Brustolin, explicou que o prazo da construção é de seis meses. Em seguida, outros projetos validados dentro do TAG serão iniciados. Além do Cridac, também estão no projeto O Centro Estadual de Referência em Média e Alta Complexidade (Cermac), que será iniciado em março de 2016 e concluído em dezembro do mesmo ano. Em setembro de 2016, começa também a construção do MT Laboratório, que deve ser concluído em junho de 2017. A Central de Regulação do SUS começa a ser construída em março de 2017, com conclusão prevista para dezembro do mesmo ano. Por fim, está a obra do Hospital Materno Infantil, em março de 2017, com conclusão em dezembro de 2020. Caso haja a necessidade da prorrogação dos prazos, o Estado deverá apresentar um documento ao MPF, justificando o motivo da decisão. A execução total do projeto, segundo Brustolin, ainda não tem um custo total. Porém, o secretário estimou que sem o hospital, o projeto alcance em torno de R$ 80 milhões. “Já fizemos reuniões com empresas privadas e duas construtoras grandes estão nos apoiando, além de várias ações voluntárias”, disse, citando o caso da Acrimat, que fará um leilão e todo o valor arrecadado será destinado para a construção das unidades. O governador destacou que a estrutura que já está em pé, próximo ao Centro Político Administrativo, não poderá abrigar o novo hospital. “As normas da ABNT mudam, não é mais uma estrutura de hospital diante das regras, por isso, não pode ser usada para esse fim. Mas, pode abrigar outras unidades, sim”. O procurador da República Marco Antonio Barbosa disse que o acordo firmado representa o reconhecimento da obrigação que o Estado carrega, que é de finalizar a obra. “O MPF entra para fiscalizar e buscar formas para que a obra seja finalizada”, disse.

Edição EDIÇÃO 16967




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