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CIDADES
Terça-feira, 01 de Setembro de 2009, 10h:01

FLORESTA AMAZÔNICA

MT reduz taxa de desmate em 79%

RENÊ DIÓZ
Da Reportagem
Mato Grosso reduziu sua taxa de desmatamento em 79% no último ano entre o período de agosto a julho, costumeiramente analisado por satélites. Entre agosto de 2008 e julho deste ano, foram 435 quilômetros quadrados de área desmatada no Estado, mais de 1.500 quilômetros quadrados a menos que no período anterior, que se estendeu de agosto de 2007 a julho de 2008. Os cálculos são do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), com base em dados obtidos por satélites. A queda em Mato Grosso não só seguiu a tendência de diminuição do desmatamento vista em toda a Amazônia Legal, mas superou o índice geral. A redução verificada no conjunto de todos os estados componentes da região foi de 65% (o desmatamento acumulado de agosto a julho deste ano foi de 1.766 km2, contra os 5.031 km2 anteriores). Enquanto a análise do desmatamento dentro de seu calendário anual se mostre animadora para Mato Grosso, o boletim divulgado ontem pelo Imazon aponta que a devastação no Estado cresceu mais de seis vezes, passando de 11 km2 em junho para 67 km2, em julho. O aumento pontual de julho não se restringe a Mato Grosso. Em toda a Amazônia Legal o desmatamento verificado pelos satélites aumentou sua área, subindo de 150 km2 detectados em junho para 1.766 km2, em julho. A ressalva a respeito desses dados de aumento é que, nos últimos boletins divulgados pelo Imazon, havia sempre uma grande cobertura de nuvens impossibilitando a leitura por satélites. “De fato, aproximadamente 55% do desmatamento detectado em julho de 2009 corresponderam a áreas que estavam cobertas por nuvens em maio e junho de 2009”, afirma a entidade. O secretário-adjunto estadual de Meio Ambiente, Salatiel Araújo, entende que a redução de 79% em Mato Grosso é um indicativo de que o desmatamento está finalmente sendo controlado, como se esperava. “A tendência ao desmate está diminuindo gradativamente”, observa Araújo. Entretanto, ele se diz ainda preocupado com a degradação florestal, outra prática nociva à floresta, mas menos evidente que o desmatamento por corte raso. Segundo o Imazon, a degradação atingiu, em julho, 455 km2 de floresta, sendo 40% em Mato Grosso – 44% no Pará. “A gente ainda está vendo como vai enfrentar essa questão”, admite Salatiel.

Edição EDIÇÃO 16964




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