CIDADES
Quinta-feira, 06 de Novembro de 2008, 20h:44
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SANGUESSUGA
MPF denuncia 5 ex-prefeitos do Estado
Número engrossa a lista em que já constam 14 ex-gestores de Mato Grosso. Além deles, 26 servidores ligados a licitação estão na denúncia
Cinco ex-prefeitos de municípios de Mato Grosso e 26 servidores públicos que formavam Comissões de Licitação foram denunciados pelo Ministério Público Federal no Estado por envolvimento com a máfia sanguessuga, esquema de fraude licitatória em compras de ambulâncias e unidades móveis odontológicas para privilegiar empresas de Luiz Antônio e Darci Vedoin. Estão entre os denunciados Marcelo Araújo Alongo (ex-prefeito de Nova Maringá), Luiz Cândido de Oliveira (Terra Nova do Norte), Valdizete Martins Nogueira (Jaciara), Divino Marciano da Silva (Jauru) e José Miguel (Rio Branco). Se a denúncia for acatada pela Justiça, todos responderão pelos crimes de formação de quadrilha e fraude à licitação. Os ex-prefeitos de Campo Verde, Guiratinga, Pedra Preta, Planalto da Serra, Guarantã do Norte, Santa Carmem, São José do Povo, Marcelândia, Querência, Mirassol DOeste, Glória DOeste, Reserva do Cabaçal, Campo Novo dos Parecis e Tapurah já tinham sido denunciados no primeiro semestre de 2008, além de 49 servidores públicos desses municípios. Os integrantes da Comissão de Licitação desmembram o objeto do convênio, ao arrepio da legislação, realizando duas licitações na modalidade carta-convite, tornando possível o direcionamento prévio de empresas manipuladas pela organização criminosa, proporcionando vantagem indevida em razão de sobrepreço que atingia até 120% em comparação com valores de mercado, consta na denúncia da procuradora da República Léa Batista de Oliveira. A máfia sanguessuga foi desarticulada pela Polícia Federal em 2006. Durante as investigações, a PF apurou que a principal atividade dos Vedoin consistia em fornecer unidades móveis de saúde (ambulâncias e odontomóveis) com valores superfaturados para prefeituras utilizando recursos federais. Para isso, eles interagiriam com agentes públicos, parlamentares e prefeitos. Relatório do Departamento Nacional de Auditoria do Ministério da Saúde (Denasus) aponta que diversas irregularidades foram constatadas nos procedimentos licitatórios, entre elas, a ausência de pesquisa de preços preliminar para definição de valores referenciais, empresas convidadas com endereços comerciais idênticos e ausência de carimbos das empresas. (Com assessoria)