CIDADES
Quarta-feira, 27 de Maio de 2009, 20h:43
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ATENTADO A BOMBA
Motivo ainda é mistério para polícia
FRANCIS AMORIM
Da Sucursal/Barra do Garças
Até o final da tarde de ontem, o delegado municipal de Barra do Garças, Adilson Gonçalves, não tinha informações que pudessem elucidar o atentado a bomba que feriu gravemente o funcionário da loja Mega Light, Luiz Fernando Lima da Silva, que está internado em estado grave no Hospital de Urgências de Goiânia (GO). Várias linhas de investigação foram abertas e entre elas está a suspeita de que o crime tenha sido motivado por uma briga familiar envolvendo um dos sócios da empresa, Wenderson Pereira Brito, também conhecido como Jânio. De acordo com o delegado, os depoimentos do mototaxista Wilmar Carlos da Silva e do responsável pelo hotel Beira-Rio, José Ferreira dos Reis, pouco acrescentaram ao inquérito instaurado para apurar o atentado. O mototaxista, que se apresentou espontaneamente à polícia após ficar sabendo da explosão, se limitou a dizer que foi contratado por Ferreira para fazer o transporte da caixa com as inscrições Via-Sedex e que desconhecia o teor do pacote. Já o responsável pelo hotel disse que recebeu a incumbência de contratar o mototaxista de um hóspede, que ficou num dos quartos do hotel da sexta passada até esta segunda-feira. José Ferreira informou que o homem recebeu a encomenda na segunda-feira pelos Correios, e pediu que fosse entregue na loja no dia seguinte - anteontem. Ferreira atendeu ao pedido e contratou os serviços do mototaxista por R$ 2,50. Como o hotel é muito frequentado por indígenas, fichas deixam costumeiramente de ser preenchidas, o que está dificultando a identificação do mentor do atentado. De acordo com o delegado responsável, informações dão conta de que um dos sócios da empresa onde a bomba explodiu, Wenderson Pereira Brito, teve desentendimentos familiares com o pai envolvendo o reconhecimento de paternidade. Ele teria sido concebido fora do casamento. O conflito pessoal já teria culminado, inclusive, em tentativas de homicídio e ameaças de ambas as partes. Mas estamos reunindo informações, disse Adilson Gonçalves. Ronaldo Camilo da Silva, outro sócio da loja, a esposa e o pai do empresário, que estavam no estabelecimento no momento da explosão da bomba, também estão sendo investigados, assim como pessoas próximas à família. Um detalhe que está chamando a atenção em Barra do Garças, mas já descartado pelo delegado que apura o caso, é o fato de que tanto Ronaldo Camilo, o sócio Wenderson Pereira e próprio funcionário atingido pela explosão, Luiz Fernando, pregam o islamismo.