CIDADES
Quarta-feira, 22 de Agosto de 2012, 21h:46
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SEM ÁGUA
Moradores reclamam do sistema
ALECY ALVES
Da Reportagem
As mudanças feitas no sistema de distribuição de água pela CAB-Cuiabá, empresa que substituiu a Sanecap na gestão do serviço, levou alegria para bairros que há décadas enfrentavam a escassez e tristeza a outros, nos quais o abastecimento era considerado bom. No bairro CPA IV, que fica na Grande Morada da Serra, por exemplo, os moradores estão comemorando algo até poucos meses considerado improvável, o abastecimento ininterrupto ou, melhor detalhando, água nas torneiras 24 horas por dia. Moradora da primeira etapa (é dividido em 5) há 20 anos, Antonia Gonçalves de Jesus informou que há pelo menos três meses tem água jorrando quase que 24h. Nesse período, observa, raramente registrou mais de 12 horas sem o produto. Com uma tranqüilidade nunca vivida, outra moradora, Maria de Fátima Pereira da Silva, diz, que vai se deitar todas as noites deixando para trás as noites perdidas esperando os reservatórios superiores encherem. Antes, relembra, era necessário instalar bomba para levar água do solo até a caixa devido a pouca ou falta de pressão na rede pública de abastecimento. Em outro bairro, o Jardim Tropical, registra situação oposta. Lá, a escassez é que vem motivando queixas entre os moradores. Alguns moradores dizem que este ano o abastecimento começou a apresentar falhas antes da estiagem. As chuvas nem bem haviam cessado quando os moradores passaram quase 10 dias sem água, segundo Guilherme Brito. Conforme ele, teve dia de ter que tomar banho com água mineral ou procurar casa de amigos em outros bairros. Na semana passada, diz Brito, ficou três dias sem água. Na segunda-feira, por exemplo, para ir trabalhar tomou banho na academia onde malha. Ele, que mora no Tropical há pouco mais de um ano, foi alertado que entre agosto e outubro enfrentaria problema no abastecimento de água. A CAB informa que dois fatores contribuem para a percepção de que falta mais água em Cuiabá nesta época: as altas temperaturas e a baixa umidade do ar, que aumentam o consumo de água. A empresa garante que a produção não é afetada pela ausência de chuvas, mas a seca amplia o consumo de água. Em junho, a CAB Cuiabá produziu 7.661.499 m³ de água, e em julho, produziu 8.450.588 m³ - o que corresponde a um aumento de 10,3%. E ainda, três vezes mais que o necessário para abastecer a população cuiabana. No caso do Tropical, que é da mesma rede do Jardim Petrópolis, Lixeira e outros, a CAB informa que registrou baixa pressão e hoje estará abrindo o registro para tentar corrigir o problema.