CIDADES
Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011, 20h:30
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COPA DE 2014
Moradores do Barbado são orientados
A construção da Avenida Parque do Barbado, em Cuiabá, obrigará a desapropriação de inúmeras residências e comércios da região
ANA ADÉLIA JÁCOMO
Da Reportagem
Um mutirão será realizado este final de semana nas margens do Córrego do Barbado. O processo de desapropriação de áreas ainda não começou, mas agentes irão de porta em porta conversar e sanar as dúvidas dos moradores. A construção da Avenida Parque do Barbado, que terá custo total de R$ 33,8 milhões, será mais uma obra de mobilidade urbana para a Copa do Mundo. A desocupação das casas que ficam às margens do Córrego do Barbado ainda não tem data prevista para iniciar. A juíza e coordenadora do programa, Ana Cristina Silva Mendes, esclarece que também não há definição sobre o local de transferência dos residentes, mas ela acredita que esta primeira ação terá um propósito de confortar as famílias e passar segurança para quem precisará deixar sua casa. Estamos trabalhando para este processo ser menos doloroso e traumático. Ela alerta que o ideal é não haver desavenças quanto aos valores das indenizações, pois o programa não oferecerá suporte para quem não concordar com a importância. Haverá um estudo para saber quanto vale cada imóvel no mercado. Isso será válido apenas para as famílias que não aceitarem trocar de casa com o governo. O bairro onde serão construídas as novas moradias também não foi definido. Tudo depende do estudo que será promovido entre pela Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Uniselva, da UFMT. O secretário-adjunto da Secopa, Djalma Sabo Mendes, esclarece que famílias com grande número de membros devem receber duas ou mais moradias, já que a maior parte é constituída de dois ou mais núcleos familiares que dividem o mesmo teto. Essa obra será uma das mais importantes para Cuiabá. Não só pela grandiosidade da obra em si, mas pelo impacto social que ela representa. Faremos o remanejamento de famílias que vivem em condições precárias, explica Djalma. O membro da Comissão de Moradores do Córrego do Barbado, Isaías Pereira, afirma que os moradores estão apreensivos e querem saber de imediato para onde serão transferidos. Segundo ele, muitas famílias estão dispostas a negociar e não apresentam resistência quanto às obras que serão desenvolvidas no local. COMÉRCIO - As pessoas que têm comércio nas imediações do córrego terão o imóvel avaliado da mesma forma que os moradores, já que a empresa Diafra, de Belo Horizonte, fará todo o estudo da renda familiar e do valor venal do imóvel para propor a indenização ou a troca por outro. Os locatários não terão qualquer tipo de indenização, mesmo que a medida da Secopa quebre algum contrato de moradia. Segundo Djalma, a lei permite que haja quebra de contrato sem ocorrência de multas caso haja medidas de desapropriação. O locatário terá um tempo para deixar o imóvel e as propostas serão feitas para o dono da casa, diz o secretário. Em relação às pessoas que residem no bairro há muitos anos, mas jamais tiveram escrituras ou que vivem em área de preservação permanente (APP). O objetivo das obras é melhorar o fluxo do trânsito de Cuiabá e Várzea Grande.