CIDADES
Quarta-feira, 18 de Julho de 2007, 21h:13
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Morador de Sorriso viu o acidente
Francielle Mezadri
Da Reportagem
Um morador de Sorriso presenciou a tragédia em São Paulo. Anildo Vidal, profissional liberal que reside no município, estava na capital paulista fazendo um curso. Na tarde de terça, ele se dirigiu ao Aeroporto de Congonhas para buscar um colega de trabalho que vinha de Porto Alegre, justamente no vôo JJ 3054. Anildo presenciou o momento em que o avião se chocou com o prédio da TAM Express. Em entrevista por telefone, Anildo contou que estava aguardando para jantar em um restaurante, a cerca de 25 metros do prédio da TAM Express, quando ouviu e sentiu o impacto de duas fortes explosões. Não sabíamos se era um terremoto porque tremia tudo e, de repente, começamos a ver muita gente correndo, desesperada, relatou emocionado o sorrisense, que só minutos depois teve idéia da dimensão do acidente que presenciou: a maior tragédia da aviação civil sul-americana. Foi chocante, resumiu Vidal, bastante abalado com a situação. Eu esperava por meu colega para jantarmos e seguirmos para Brasília. Infelizmente ele não chegou, lamentou. Vidal relata que assistiu perplexo à cena de centenas de policias e bombeiros correndo de um lado para outro, acompanhados por luzes e sirenes que aumentavam ainda mais a sensação de terror daquele momento. Nunca imaginei que estaria envolvido em uma situação tão grave e assustadora como esta, relatou, lembrando que também presenciou, há apenas 10 metros de onde estava, a aterrissagem do helicóptero que trazia o governador de São Paulo, José Serra. Era um grande tumulto e tive noção de que se tratava de uma situação realmente grave, concluiu. Depois de ter a confirmação de que se tratava de um acidente envolvendo o avião que vinha de Porto Alegre, Vidal permaneceu por mais de 6 horas no aeroporto até que foi levado para um hotel, já que seu voou para Brasília havia sido cancelado. Somente na manhã de ontem, ele ficou sabendo que todos os passageiros do vôo JJ 3054 da TAM haviam morrido. Estou muito triste por ter perdido meu amigo, meu colega de trabalho. Mas, ao mesmo tempo, considero-me um homem de sorte porque eu deveria estar neste vôo, revelou Vidal, explicando que acabou permanecendo mais tempo em São Paulo por conta de uma gripe e por isso não foi ao encontro do amigo em Porto Alegre para retornarem juntos a São Paulo.