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CIDADES
Terça-feira, 20 de Maio de 2008, 20h:35

PÁSSAROS

Ministério modifica regras para venda

Em virtude da prevenção contra doenças aviárias, comércios têm que alterar estrutura dos locais onde ave é exposta, o que está gerando polêmica

ALINE CHAGAS
Da Reportagem
Estabelecimentos comerciais que trabalham com venda de aves em Mato Grosso devem se adequar ao trabalho de prevenção de doenças estruturado pelo Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) do Ministério da Agricultura. Orientadas pelos fiscais do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso, mudanças visíveis, como o isolamento das aves em salas específicas e climatizadas e a proteção das gaiolas para evitar contato com os clientes, são medidas que começam a ser adotadas por comerciantes. Porém, as modificações impostas vêm gerando polêmica. A coordenadora de Sanidade Avícola do Ministério da Agricultura, Regina D’Arce, contou que as mudanças são medidas preventivas, com objetivo de fazer vigilância epidemiológica e sanitária das principais doenças aviárias, com destaque para as de notificação à Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). Conforme a coordenadora, O PNSA desenvolveu programas sanitários para vigilância, prevenção e controle da influenza aviária (gripe aviária), doença de Newcastle, salmoneloses e micoplasmoses. D’Arce explicou que não há com que os consumidores que perceberem mudanças se preocuparem, porque o Brasil é livre de influenza aviária e a doenças de Newcastle. “Tais medidas são preventivas. Além disso, a doenças de Newcastle afeta somente aves e só alguns subtipos de influenza aviária podem eventualmente infectar o homem, e não há ocorrência dessa enfermidade no país. Contudo, é importantíssimo que todas as medidas previstas no PNSA sejam implementadas para o país continuar livre dessas doenças”, disse. A polêmica das mudanças trazidas pelo Plano abrange os investimentos necessários para obter a autorização de continuar comercializando as aves. Um comerciante que não quis se identificar disse que as normas foram criadas sem que o segmento fosse ouvido e muitas das medidas tornarão inviáveis que algumas lojas continuem a vender aves. Maria de Fátima da Matta, proprietária da Agropecuária DamaForte, disse que entende a necessidade de um trabalho preventivo, mas que a falta de orientação correta pode ter prejudicado e ainda estar atrapalhando muitos comerciantes, que a cada dia recebem uma informação diferente sobre as novas regras e acabam tendo prejuízo pelos investimentos já feitos. Maria de Fátima lembrou que muitos não conseguirão se adequar por causa do investimento necessário e que isso poderá acarretar no fechamento de lojas.

Edição EDIÇÃO 16967




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