CIDADES
Sábado, 05 de Julho de 2008, 15h:02
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FÉRIAS DE JULHO
Mesmo em casa, diversão à vista
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
As férias de julho chegaram e para a maioria dos pais, que continua trabalhando normalmente, além de não haver descanso, sobra a dúvida sobre o que fazer com os filhos nesta época do ano. Mas, longe da rotina da escola, as crianças e adolescentes estão ansiosos por descansar, brincar e passear. Os irmãos Júlio Lúcio, 7 anos, e Juliano, 5, já estão com as férias programadas. Parte do período eles vão passar com a avó, em Chapada dos Guimarães, e a outra, em colônia de férias realizada por um clube da Capital. Os dois não vêem a hora do período de descanso escolar chegar. Para eles, férias é sinônimo de diversão. Gosto de fazer ginástica, comenta Juliano. Já Júlio Lúcio prefere a piscina. É muito legal. Segundo a mãe dos garotos, a funcionária pública Lucielena Mello, esta é a terceira vez que os filhos participam da colônia. É um local que a gente já conhece, tem segurança e monitores capacitados. Além disso, eles se divertem muito, comenta. O pai dos meninos, o bombeiro militar Júlio Cesar Lopes da Silva, também considerada a colônia uma alternativa, já que estará trabalhando neste período. Em Cuiabá, ainda falta muito na área de entretenimento, principalmente para as crianças, e a colônia é sempre uma boa opção, diz. Ele observa ainda que os órgãos e instituições públicas poderiam organizar atividades culturais e esportivas neste período, para atender a comunidade, especialmente, as mais carentes. Mas, as férias também podem ser divertidas mesmo para quem vai ficar em casa. A dica da psicopedagoga Sueli Barbosa dos Reis é tentar afastar a criança da rotina. Para quebrar o compromisso, que muitas vezes têm em excesso, e acabam sendo levados à atividades que não deveriam ter. Brincar, conhecer lugares novos, fazer uma visita a um parente ou amigo querido, ir ao shopping, cinema, teatro ou mesmo aproveitar o cantinho preferido da casa sempre vale a pena. Nada de cobrar da criança que neste período recupere o que não aprendeu ou o que tem dificuldade na sala de aula. Até porque, conforme Sueli Barbosa, existem outros meios de fazer isso de maneira mais divertida. Se a criança sente dificuldade em ler ou narrar, por exemplo, pode-se levá-la a um cinema e depois pedir para ela contar a estória. Além disso, ela pode ser incentivada à leitura. Se a criança tem um ritmo diferente não é fazendo um curso de férias que irá acelerá-la, diz Sueli Barbosa frisando que o importante é não forçar, mas sem abandonar o aprendizado. Mantenedora de uma escola/berçário, Sueli Barbosa comenta que das 170 crianças matriculadas, 168 vão passar o período na unidade. Mas, nada de trabalho de sala de aula ou pedagógico. Vamos proporcionar atividades diversificadas dentro da escola e ambientes diferentes. Entre eles, passeios rurais, zoológico, cinema, teatro e até boate. ACIDENTES Neste período um dos alertas é para o risco de acidentes. De acordo com a Clínica de Lesão Medular da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), em São Paulo, as quedas de altura e mergulhos em águas rasas são, respectivamente, a terceira e a quarta maiores causas de lesões medulares adquiridas. O impacto ao bater a cabeça no fundo de piscina, rio ou represa, pode causar fratura em pontos da coluna vertebral, provocando paralisia total ou parcial dos membros inferiores. O mesmo acontece com as quedas de altura. Além disso, dados da AACD mostram que, em 2007, a maioria dos pacientes portadores de lesões medulares traumáticas poderia ter evitado seus traumas de coluna por meio de medidas preventivas. Os acidentes de trânsito, por exemplo, são responsáveis por quase 33% dos casos registrados nesse estudo e figuram em segundo lugar, perdendo apenas para acidentes com armas de fogo (40%).