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CIDADES
Quinta-feira, 02 de Julho de 2015, 20h:46

CUIABÁ

Mesmo com greve ilegal, médicos não voltam ao trabalho

O movimento grevista dos médicos da rede pública de Cuiabá perde a força com a decisão da desembargadora Maria Helena Póvoas, que determinou na última quarta-feira (01) o encerramento imediato da greve, deflagrada no dia 16 de junho. Ontem, o atendimento não havia sido normalizado e os profissionais continuavam a cumprir o calendário da paralisação e avisaram que vão recorrer à decisão. Ao Diário, o Sindicato dos Médicos (Sindmed-MT), informou que até a metade do dia de ontem, eles não haviam recebido a notificação judicial expedida pela desembargadora. Logo, continuavam tocando o movimento. “Não fomos notificados, mas vamos nos reunir para avaliar a greve e deliberar ações baseadas na decisão judicial”, lembrou, ressaltando que, como previa o “calendário de greve”, ontem foi um dia de paralisação e os atendimentos eram direcionados apenas para pacientes no quadro vermelho, ou seja, de urgência e emergência. Desde o começo da greve, a prefeitura observou que as determinações não estavam sendo cumpridas, levando a Procuradoria Geral do Município a ingressar com uma petição denunciado o fato e pedindo que a decisão fosse cumprida. O secretário de Saúde, Ary Soares, disse que a pasta vai continuar fazendo seu trabalho, que é fiscalizar e elaborar o relatório de quem aparece ou não para trabalhar, cabendo ao sindicato respeitar os procedimentos legais. Conforme a desembargadora, observa-se que a greve se instalou sem o esgotamento das negociações. “Razão pela qual não se mostra verossímil a legalidade da mesma”. “Os acordos estão sempre em pauta, nunca paramos de discutir com a categoria, foram eles que pararam. Entretanto, a Justiça decidiu e colocou a greve como ilegal”, disse o secretário Ary. Em um primeiro momento, a Justiça considerou o movimento legal, mas estabeleceu algumas normas de atendimento, principalmente quanto à porcentagem de atendentes nas unidades. Dessa vez, em caso de descumprimento da determinação, uma multa de R$ 20 mil por hora seria aplicada. Gallo disse ainda que o sindicato está afrontando a Justiça e a população de Cuiabá que precisa dos atendimentos. Em meio às divergências, a prefeitura apontou que a greve tinha cunho político, já que a presidente é filiada ao Partido dos Trabalhadores. O fato foi desmentido e argumentado que só quem trabalha na área sabe a precariedade que os profissionais e população enfrentam diariamente. No entrando, o sindicato deve recorrer da decisão da Justiça nos próximos dias. A reportagem questionou a possibilidade de a greve ser encerrada nas próximas 24 horas, mas tudo vai depender da assembleia dos profissionais. (YR)

Edição EDIÇÃO 16967




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