Uma junta médica do Pronto-socorro Municipal de Cuiabá (PSMC) decidiu manter hospitalizada a menina N.F.O., de 1 ano e 11 meses, por tempo indeterminado. A menor deixaria a unidade hospitalar na sexta-feira (1°). Ela foi submetida a uma série de cirurgias de reconstrução genital após sofrer abusos sexuais do padrasto e ter a vagina queimada com o uso de uma panela quente, na tentativa de ocultar o crime. A alta pela cirurgia plástica já seria possível, mas a menina apresentava um quadro grave de desnutrição quando chegou aqui. Então, agora a liberação dependerá também de avaliações pediátricas, frisa o cirurgião plástico do PSMC, Carlos Maranhão. A criança ainda está utilizando uma bolsa de colostomia, que será retirada por meio de uma nova cirurgia, para que ela volte a defecar normalmente. O padrasto da menina e principal suspeito da agressão, Marcondes Dias de Moura, de 35 anos, e a mãe da criança, Azenil Mira de Oliveira, de 29, estão presos desde semana passada. A delegada Juliana Palhares, de Várzea Grande, afirma que encerrará o inquérito esta semana, quando pedirá a prisão preventiva de ambos, para que permaneçam em cárcere durante a instrução processual.