CIDADES
Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011, 20h:56
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GREVE EM VG
Médicos têm de cumprir escalas
A Justiça determinou que os médicos servidores da prefeitura de Várzea Grande, em greve há um mês, mantenham 60% das escalas de trabalho dos dias úteis e 80% dos finais de semana sob pena de receber multa diária de R$ 10 mil. Conforme a assessoria da prefeitura de Várzea Grande, a decisão judicial, proferida pelo juiz Gilberto Giraldelli na terça-feira, concedeu liminar em desfavor do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed). A determinação é para que seja mantido o funcionamento mínimo necessário dos serviços de saúde, independente da unidade, como pronto-socorro, urgência e emergência e de ambulatório nos postos de saúde, policlínicas e centros de especialidades médicas. Ontem, ainda antes de saber da decisão, o presidente do Sindicato dos Médicos (Sindimed), Ednaldo Lemos, voltou a informar que a última contraproposta apresentada pela prefeitura foi rejeitada, em assembleia geral, pela categoria. A prefeitura encaminhou a proposta, mas não contemplou o pagamento dos atrasados, afirmou o médico. Segundo ele, a prefeitura deve outubro, novembro e dezembro e propôs pagar de forma escalonada a partir de fevereiro. Nossa reivindicação é que seja feito de imediato até 5 de fevereiro, disse. Já o prefeito Murilo Domingos afirmou que não deve nada à categoria médica, mas que algumas gratificações que estão atrasadas serão pagas. Vamos repassar em fevereiro, março e abril, disse. Sem entendimento, a greve segue por tempo indeterminado. MINISTÉRIO PÚBLICO - O promotor Carlos Eduardo Silva afirmou que vem acompanhamento a problemática da saúde em Várzea Grande. No fim do ano passado, foi firmado um TAC (termo de ajustamento de conduta) estabelecendo algumas diretrizes para o município adotar, melhorar o atendimento no pronto-socorro e atender a demanda reprimida, disse. Também foi aberto um inquérito para avaliar a estrutura, perfil de funcionamento, atendimento e administração, além de averiguar as razões para o atraso ou não-entrega das obras do Hospital Metropolitano da cidade. (Colaborou Joanice de Deus)