CIDADES
Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010, 02h:32
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EDUCAÇÃO
Mais de 1,2 mil vagas
Prefeitura lança concurso para completar quadro, mas
Sindicato afirma que número ainda não é suficiente
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Com ênfase na segurança, experiência e credibilidade da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) na realização de certames, o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, lançou ontem o concurso público para o preenchimento de 1.278 vagas para a Secretaria Municipal de Educação (SME). Por outro lado, o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-Cuiabá) afirma que o número ofertado não representa avanço na Educação. Para os interessados, as inscrições começam no próximo dia 25 e vão até 30 de janeiro deste ano. As provas estão marcadas para o dia 7 de março. Pretendemos homologar (o resultado) o mais rápido possível para que os aprovados comecem a atuar na rede no segundo semestre, informou Santos. As 1.278 vagas estão distribuídas entre os níveis médio e superior. As taxas de inscrição são de R$ 30 e R$ 60, respectivamente. O candidato deverá efetuar o pagamento por meio de boleto bancário obtido no endereço eletrônico da UFMT (www.ufmt.br/concursos) e pagável em qualquer agência bancária. Ao candidato que não tiver internet, será disponibilizado, gratuitamente, o acesso para inscrição nas agências credenciadas dos Correios. O salário previsto para professor é de R$ 1.152,86, com carga horária de 20 horas. Para os cargos de nível médio, a carga horária é de 30 horas e o salário, de R$ 525,20. O valor do convênio é da ordem de R$ 1,1 milhão, custo que para Santos é compensado pela credibilidade da universidade, que foi representada pelo vice-reitor Francisco José Dutra Solto. A UFMT realiza centenas de concursos e nenhum foi cancelado ou esteve sob suspeita. Assim como Santos, o secretário de Educação, Carlos Carlão Nascimento, frisou que o processo seletivo irá selecionar os candidatos mais preparados e qualificados para atuar no setor. Nosso compromisso é construir uma educação de qualidade, garantiu. Além disso, eles afirmaram que o concurso pretende regularizar o número de contratos. Porém, para o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) da subsede Cuiabá, Alexandre Cândido, o número de vagas ofertas irá regularizar apenas alguns contratos e não representa avanço ou crescimento da educação. Sobretudo na educação infantil, que é de responsabilidade do município, afirmou. Ele observou que a demanda por creches cuja ampliação de ofertas de vagas depende da contração de novos profissionais é muito alta, especialmente, em bairros da periferia como Pedra 90 e Novo Paraíso. Há uma procura muito grande pelas creches, reforçou. Cândido apontou que o concurso não oferece vagas para os anos finais (antigas 5ª a 8ª séries), que em algumas cidades vêm sendo assumidos pelo governo do Estado, o que não acontece na Capital, segundo ele. Em Cuiabá, não há esta parceria, não há diálogo junto a Secretaria Estadual de Educação, garantiu. Em todas as licenciaturas, não há vagas no concurso, acrescentou. Além disso, conforme Cândido, o edital do concurso traz algumas inseguranças jurídicas por contrariar a Lei Orgânica da Educação que, apesar de estar em reformulação, está sob análise da Procuradoria Geral. A lei não exige o ensino médio para os cargos de vigilante e auxiliar de serviços gerais, que no edital vem com o nome de técnico em manutenção em infra-estrutura. O edital com as informações completas sobre o concurso pode ser encontrado nas páginas da UFMT (www.ufmt.br) e da prefeitura (www.cuiaba.mt.gov.br).