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CIDADES
Sábado, 18 de Abril de 2009, 13h:23

Mãe e avó amargam saudade de Luiz

“Está sendo muito difícil esquecer o que aconteceu lá no pronto-socorro. Para todo lado que a gente olha, só vemos ele”. O desabafo é da diarista Rosângela Lima Ferreira, 33 anos, que no dia 11 de março deste ano perdeu para o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, seu filho Luiz Henrique Lima de Miranda, de 6 anos. A morte prematura de Luiz Henrique mudou a vida de Rosângela e do pai do menino, Antônio Miranda. A avó paterna, Judith Maria Sampaio, também não consegue esconder a tristeza que sente quando fala do neto. “Eu gostava muito dele. Todos os dias eu choro”. Filho do meio, Luiz Henrique morava com os pais e os dois irmãos em uma casa localizada no bairro Alvorada, em Cuiabá. Ele começou a sentir os primeiros sintomas da doença cinco dias antes da morte. “Ele queixava-se de dor de cabeça e tinha muita febre”, relata a mãe. Rosângela não suspeitava que o quadro pudesse ser tão grave. Mas no dia seguinte, ela levou o filho até o Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá. “O médico disse que era dengue e receitou apenas aspirina. Voltamos para casa, mas a febre não passava”. Dois dias depois, mãe e filho retornaram ao hospital. Lá, Luiz Henrique fez um exame de sangue, que mostrou que as plaquetas estavam baixas. Ele foi internado, mas não resistiu. O menino faleceu no dia 11 de março, às 18h40. O atestado de óbito confirma a causa: “choque hipovolêmico, dengue hemorrágica”. “Meu filho era saudável, muito forte. Tinha gripe como qualquer criança. Não consigo acreditar no que aconteceu. É muito difícil”. Ao dizer que ama todos os filhos, Rosângela conta que Luiz Henrique era quem fazia a alegria da casa. “Ele era muito sorridente e brincalhão. Gostava de ajudar o pai a fazer pequenos consertos na casa e dizia que ia trabalhar como o pai e ganhar dinheiro”, conta emocionada. A avó também enumera outras qualidades do neto. “Ele era muito ativo. De manhã estudava, não gostava de faltar à escola. À tarde, brincava, jogava bola e andava de bicicleta”, relembra ao olhar fotos do menino. Luiz Henrique fazia a primeira série em uma escola pública. (JD)

Edição EDIÇÃO 16962




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