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CIDADES
Segunda-feira, 29 de Setembro de 2014, 20h:19

FINAL FELIZ

Mãe agradece a Deus e curte bebê

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Com certo medo de sair de casa depois que teve o seu bebê de apenas 48 dias sequestrado, a secretária Juliene Aparecida Neves, 30, aproveitou para curtir a filha durante o fim de semana. “Foi maravilhoso tê-la novamente nos meus braços, então passei o sábado e domingo só curtindo um pouco mais a milha filha”, contou. A criança foi raptada na manhã da última sexta-feira quando estava no colo da mãe, no Bairro São Francisco, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. No início da noite do mesmo dia, policiais militares localizaram a criança em uma residência no Bairro Jardim Paula I, também em Várzea Grande. “Às vezes, ficava com medo de não poder vê-la nunca mais. Mas, graças a Deus tudo acabou bem. Felizmente, ela está bem”, disse. Segundo Juliene, a menina teve o cabelo cortado de forma desigual e, passou a noite de sexta-feira, bastante agitada. Já as noites seguintes foram mais tranquilas. “Acho que ela sentiu tudo, que não eram seus pais que estavam com ela. Mas, agora ela está mais calma. Dormindo bem”, comentou. Apesar de dizer que se está mais tranquila diante de tudo o que ocorreu, a secretária diz que hoje sente receio de sair de casa com a criança. “O susto foi muito grande para toda a família. Eu ficava pensando bastante na hora em que a tiraram do meu colo. Ficava pensando na hora do banho e se ela estava com fome, pois nunca havia dado mamadeira para a minha filha”, lembrou. Já estão presas sob suspeita de sequestro a manicure Neusa de Arruda, de 37 anos, que estava com o bebê, e a estudante de enfermagem Renata da Silva, de 28, que dirigia o Pegeout prata usado para fugir com a criança. Uma adolescente foi detida junto com elas já foi liberada. Até a manhã de ontem, a polícia ainda procurava uma terceira mulher envolvida no crime. Em seu depoimento, a manicure relatou que a mulher, que se identificou como “Maria Padilha”, seria uma especialista em “conseguir bebês”. Neusa disse à polícia que Maria Padilha surgiu em sua vida após ela ter conversado com uma amiga e contado a ela que seu bebê havia morrido durante a gravidez, o que lhe causara grande frustração.

Edição EDIÇÃO 16967




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