Justiça determina bloqueio de bens de 13 envolvidos
O Tribunal de Justiça determinou a indisponibilidade dos bens de 13 acusados de fraudar o pagamento de exames laboratoriais no antigo Instituto de Previdência do Estado de Mato Grosso (Ipemat). O esquema, apontado como responsável pelo desvio de R$ 2,3 milhões dos cofres públicos, teria ocorrido entre 2001 de 2002. Publicada nesta terça-feira, a decisão é da Quarta Câmara Cível e atende ao pedido do Ministério Público Estadual, que havia recorrido da primeira decisão sobre o caso, quando a denúncia foi aceita, mas a indisponibilidade dos bens indeferida. A suposta fraude no Ipemat foi descoberta em 2003, à época da extinção do instituto durante a instauração de uma auditoria. Os valores teriam sido subtraídos mediante o pagamento de procedimentos médicos inexistentes ou fraudulentos. Para isso, formulários de exames laboratoriais ou de imagem eram preenchidos e assinados em duas coordenadorias e duas diretorias do instituto. Eles ainda passavam pelo chefe da Divisão Técnica de Revisão de Contas e por um médico revisor. Hilvanete Monteiro Fortes, ex-coordenadora de Assistência Médica, é apontada como uma das principais responsáveis pelo esquema. Conforme a denúncia do MP, ela teria favorecido empresas ligadas a sua família e que prestavam serviço ao Ipemat. Além dela, figuram entre os acusados o ex-presidente da autarquia, Thiers Ferreira, o ex-chefe da Divisão de Revisão Médica, Jorge de Figueiredo, a ex-diretora da Divisão de Serviço Social, Solange Roberto Neves e outros nove envolvidos. (LN)