CIDADES
Quarta-feira, 21 de Junho de 2006, 19h:40
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IGREJA DO ROSÁRIO
Iphan aposta em mais 2 projetos para Cuiabá
NATACHA WOGEL
Da Reportagem
O presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida, informou ontem, antes da solenidade de entrega da restauração da Igreja do Rosário, que os próximos projetos do órgão para Cuiabá estão a cargo da elaboração do inventário da área tombada do centro histórico e do enterramento da fiação na área central da cidade. Os dois trabalhos já estão orçados, trazendo juntos recursos em torno de R$ 15 milhões. O centro da cidade é o local de maior diversidade cultural e viemos aqui para reafirmar um papel de parceria para recuperação do patrimônio. Mato Grosso tem uma situação diferente dos demais Estados, já que aqui os projetos têm aporte financeiro dos governos federal, estadual, municipal e ainda da iniciativa privada. Cuiabá está no caminho certo de querer revitalizar seu centro histórico, afirmou. Conforme a superintendente regional do Iphan, Salma Saddi de Paiva, o inventário da área tombada do centro de Cuiabá tem como propósito traçar o retrato dos bens e imóveis da cidade, com base em critérios de tombamento. O projeto, no valor aproximado de R$ 320 mil, será conduzido pelo órgão, com investimentos da união, Estado e município. O projeto está sendo licitado e, em no máximo 40 dias, deve ser iniciado, acrescentou, informando que o arquivo fotográfico da prefeitura vai ser juntado ao trabalho, sob gestão compartilhada. O projeto de enterramento da fiação também será possível através de parcerias. Está sendo avaliado pelo Iphan em Brasília para ser encaminhado ao Conselho Nacional de Cultura, que deve aprová-lo através da lei Rouanet de incentivo à cultura. Cuiabá tem uma poluição visual enorme com essa fiação. Depois do projeto em prática, haverá um ganho imenso ao centro histórico, avaliou. O custo do trabalho deve ser em torno de R$ 15 milhões, valor que o órgão vem tentando captar junto a empresas do ramo de energia elétrica. Depois de visitar pela primeira vez a Capital e ver o resultado final do trabalho de recuperação da Igreja do Rosário, o presidente do Iphan passou a suspeitar da existência de uma escola de arte sacra cuiabana. Isso porque a riqueza de detalhes utilizados nos altares da igreja o impressionaram, principalmente pelo fato de não haver semelhança com as igrejas do século XVIII existentes no Centro Oeste. Essa igreja tem um repertório diferente, um ecletismo no uso dos artigos, de forma que a enxerguei como uma especificidade da arte sacra. Quem sabe não houve uma escola cuiabana de arte sacra?.