CIDADES
Sexta-feira, 11 de Junho de 2010, 21h:17
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UFMT
Instituição esclarece adequações
ALECY ALVES
Da Reportagem
Para atender às exigências da legislação, especialmente no que se refere à acessibilidade, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) está executando uma série de obras e reformas nos antigos prédios do campus de Cuiabá. As melhorias começaram a ser planejadas a partir de 2003, quando, atendendo um pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) fez a primeira grande vistoria na instituição. Na época, seis unidades prediais foram fiscalizadas: Teatro, Biblioteca, Ginásio de Esportes, Restaurante Universitário (RU), Instituto de Ciências Tecnológicas (ICT) e a Faculdade de Administra, Economia e Ciências Contábeis (Faec). A pró-reitora de Planejamento, professora Elizabeth Mendonça, e o engenheiro supervisor de obras e projetos, Roberto Hurtado Torres, destacam que partir de 2003 os prédios novos foram projetados dentro do que estabelece a legislação, enquanto, paralelamente, se tentava adaptar as estruturas antigas. Em quatro dos seis blocos fiscalizados, com exceção do Ginásio e do RU, que possuem apenas um piso, foram construídos elevadores ou plataformas elevadas para atender deficientes que utilizam cadeira de rodas. Em todos, diz Elizabeth, os banheiros foram adaptados e rampas internas e externas, construídas. Obras similares foram executadas em outros blocos, entre os quais o da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (Famev) e do Casarão (o mais antigo, onde funcionava uma escola pública estadual antes da fundação da UFMT). Além de obras internas, Elizabeth observa que a instituição fez adequações de acessibilidade na parte externa, aumentando a largura das calçadas do entorno do campus. Sobre a falta de manutenção e de funcionamento dos equipamentos de prevenção e combate a incêndio, o engenheiro Roberto Hurtado informa que está sendo finalizada a elaboração do projeto que vai atender todas as unidades com extintores, hidrantes de paredes, sinalização e outros serviços. Na cidade universitária, como era conhecida a maior e mais antiga instituição de ensino superior de Mato Grosso, que já dispõe de 70 prédios em funcionamento, nove estão em construção e outros 11 previstos para os próximos dois anos. No dia 25 de maio deste ano, a universidade recebeu da procuradora federal Vanessa Cristina Zago Ribeiro Sarmagnani o relatório da fiscalização realizada em 2003 acompanhado de um pedido de informações. O MPF quer saber, até 5 de julho, se as irregularidades detectadas foram atendidas. Ao mesmo tempo, solicitou nova fiscalização.