O temor de novos motins é grande na Penitenciária Central. Há três meses, uma denúncia anônima dava conta que ao menos seis armas, calibre 36, estariam nas mãos de presos. Já fizemos várias revistas e não encontramos nada. Mas, até por causa da falta de efetivo, nos preocupa, disse um dos agentes. Esta a foi a segunda visita do juiz Geraldo Fidelis a PCE. Nos próximos dias, ele pretende realizar um mutirão processual nas unidades prisionais da capital. Outra medida a ser adotada para agilizar o andamento de aproximadamente 3 mil processos será a instalação de um sistema para atualizar e calcular as penas de cada detento. Além disso, visitas devem ser feitas ao presídio feminino Ana Maria Couto May e no Centro de Ressocialização, o antigo presídio do Carumbé. O objetivo do magistrado é levantar in loco a situação das unidades prisionais e obter informações sobre os problemas enfrentados. De posse das informações, o juiz pretende traçar um plano ano de ação. O entendimento é de que a iniciativa ajuda a aliviar a tensão nas unidades. É preciso humanizar o sistema e garantir que a pena seja cumprida conforme imposto pelo juiz, mas com dignidade e respeito, comentou o magistrado. (JD)