NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Segunda-feira, 15 de Junho de 2026

CIDADES
Quinta-feira, 01 de Março de 2012, 20h:03

SORRISO

Hospital não fecha portas após a saída de médicos

JULIANA BORGES
Da Reportagem/Sinop
O Hospital Regional de Sorriso (HRS) continua atendendo a população de 15 municípios que abrange a regional do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região do Teles Pires. Ontem (1º) pela manhã, 25 médicos resolveram pedir demissão devido à falta de pagamento dos salários. A direção do hospital tomou a medida emergencial de buscar profissionais na região, que trabalharão provisoriamente, cumprindo plantões. Ao todo, 10 médicos que atuam na região vão atuar em caráter emergencial. “Eles não são contratados, apenas receberão pelos plantões cumpridos”, explicou a diretora-geral do HRS, Rejane Potrich. A saída em massa dos profissionais estava prevista, pois há meses os médicos estavam ameaçando tomar esta atitude. “Foi um descaso total. Recebemos o mês de outubro no dia 3 de janeiro e depois nada mais foi depositado em nossas contas. Alguns médicos chegaram a pegar cesta básica, pois estava faltando o básico, inclusive no Natal”, lamentou o ex-diretor clínico da unidade, Reinaldo Turra de Ávila. “Eu estava trabalhando no hospital há seis anos e nunca passei por isso”, reclamou o médico, que na quinta-feira (29) realizou três cirurgias, se antecipando ao último dia de trabalho. “Eu sabia que no dia seguinte iam faltar médicos, porém ainda ficaram dois pacientes esperando pelas cirurgias ortopédicas”, disse. A diretora do Hospital disse que respeita a decisão dos médicos e que até compreende, mas que não pode fechar as portas da unidade. “Atendemos uma população de cerca de 400 mil habitantes, atendemos a partos, UTI [Unidade de Terapia Intensiva] neonatal, somos referência em urgência e emergência e não podemos fechar as portas”, disse.

Edição EDIÇÃO 16962




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL