Com uma média de 1,5 mil frequentadores por semana, sem contar o público da boate, o restaurante Getúlio Grill afirma estar em consonância com as normas sanitárias e ter passado por uma crise de imagem com a decisão de interdição da casa, concedida pelo juiz José Zuquim e derrubada, horas depois, pelo Tribunal de Justiça, há 12 dias. Não perdemos clientes porque quem frequenta o Getúlio conhece a casa, que está aqui há 15 anos. Precisávamos fazer algumas pequenas adequações solicitadas pela Vigilância Sanitária, mas eles nunca disseram que colocamos em risco a saúde. Nunca se registrou aqui um único caso de intoxicação alimentar, disse o proprietário do local, Afonso Salgueiro. O fato ganhou certa conotação de rixa entre casa e o Ministério Público Estadual (MPE), que pediu a intervenção. O MPE argumentou que, apesar de o problema de irregularidades ter sido iniciado na boate, que estava sem o alvará de funcionamento por não ter incluído na reforma a acessibilidade para deficientes, depois se detectou problemas na cozinha, evidenciando falta de limpeza. A fiscalização será intensificada no segundo semestre em todos os restaurantes para garantir a segurança alimentar dos consumidores, disse o promotor Ezequiel Borges. (KR)