CIDADES
Quarta-feira, 18 de Março de 2009, 21h:34
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CRIME AMBIENTAL
Garimpos se multiplicam
Com estímulo da alta do ouro no mercado, atividade ilegal se prolifera na região norte do Estado
Garimpeiros estão intensificando a extração ilegal de minérios na região norte do Estado desde o início do ano, em propriedades rurais e rios, e destruindo o meio ambiente, estimulados pela alta do ouro no mercado. O Ministério Público Estadual (MPE) e a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) apreenderam em flagrante seis embarcações em Peixoto de Azevedo e multaram em R$600 mil os responsáveis pelo crime ambiental. O problema vem se agravando desde que o valor do ouro subiu muito. Na bolsa de valores a cotação gira em torno de R$70 a grama, já aqui em Peixoto, os garimpeiros vendem por cerca de R$58, relata o promotor de Justiça, Adriano Alves. Segundo Alves, poucos são os que exercem a atividade legalmente na região, a clandestinidade é alta e de difícil combate, uma vez que na área, o ouro tem grande importância na economia e é fonte de renda de diversos trabalhadores. Para retirar minérios do solo é necessária o devida licenciamento ambiental para exercer a atividade na área, documento que ali é raro. Nas propriedades rurais, eles retiram o minério e despejam toda água suja dentro dos rios ilicitamente. Além de causar erosões irreversíveis no solo. Já os que trabalham nos rios com balsas, causam o assoreamento das margens e despejam toda a sujeira dentro do curso d´água também, o que prejudica até mesmo a reprodução dos peixes devido ao excesso de areia que corta o rio e de produtos tóxicos que poluem, utilizados para a distinção do minério dos demais materiais recolhidos, falou o diretor regional da Sema em Guarantã do Norte, Fábio Zonta. Não se sabe quantas fazendas na área funcionam como garimpo, mas sabe-se que as ilegais são maioria. Já quanto às balsas que circulam ilicitamente, estima-se que sejam entre 10 a 15, além das seis apreendidas. O rios mais afetados pela prática do crime ambiental são o Peixoto, o Peixotinho, Teles Pires e Nhandu. Hoje percebemos uma ação muito intensa dos garimpeiros em União do Norte, que é um distrito de Peixoto de Azevedo, relatou Zonta. Foi na área, nos rios Peixoto e Peixotinho, que fiscais da Sema apreenderam nos dias 12 e 13 as seis balsas irregulares em atividade, após uma determinação do MPE, que recebeu denuncias sobre o fato. Ao ouvir os motores dos barcos da Sema os garimpeiros se escondem nas margens dos rios e impossibilitam a autuação. Dessa vez chegamos cedo e alguns deles ainda estavam parados. Apreendemos os motores, que custam cerca de R$15 mil, e as balsas. Os equipamentos foram retirados dos rios e levados para um local onde ficarão retidos. Pediremos para a Justiça a perda dos bens pelos proprietários, disse o diretor. Os donos de balsa foram multados em R$100 mil cada pela Sema. Além da multa, responderão a Termo Circunstanciado de Ocorrência pela pratica de crime ambiental. Faremos outros levantamentos na região para novas ações de combate a esse tipo de delito, que esta virando um problema sério, frisou o promotor de Justiça de Peixoto.