Gado apreendido pelo Ibama é castigado pela seca no PA
O gado apreendido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Fazenda Lourilândia, na Estação Ecológica da Terra do Meio, no Pará, já começa a sentir os efeitos da estiagem e de falta de manejo, como a separação de acordo com a idade e características físicas do animal para colocá-lo nos pastos adequados as suas necessidades de alimentação. Outro fator que causa a perda de peso é a concentração de todo o rebanho nas pastagens ao redor da sede da propriedade. O adensamento de gado no local esgotou rapidamente a pastagem e, na falta do capim, as reses comem folhas. "Algumas delas são tóxicas", informou o coordenador da Operação Boi Pirata, do Ibama, Weber Rodrigues Alves. "Algumas das reses foram mortas por erva tóxica, a Vick ela tem esse nome porque a folha macerada tem cheiro da pomada Vick Vaporub", explicou o chefe do Ibama. A equipe de repórteres visitou três dos dez pastos da fazenda. Num deles, avistou uma concentração de urubus. No local também havia duas carcaças de animais, que o chefe do Ibama ainda não tinha conhecimento. "Pode ter sido sabotagem, mas pela aparência essas duas reses foram vítimas da erva tóxica", admitiu Rodrigues, minimizando uma possível ação de pecuaristas insatisfeitos por terem que deixar a área. Para evitar a morte de mais reses por falta de capim nas proximidades da sede da propriedade, o coordenador do Ibama determinou a abertura de todas as porteiras dos pastos.