CIDADES
Quinta-feira, 16 de Abril de 2009, 21h:09
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DENGUE
Fumacê circula hoje por ruas de VG
RENÊ DIÓZ
Especial para o Diário
Como incremento no combate à dengue, 12 carros da Secretaria de Estado de Saúde (SES) realizam hoje, a partir das 18h, a primeira passagem do fumacê por bairros de Várzea Grande, medida acordada entre prefeitura, Estado e Ministério da Saúde devido à epidemia de casos graves da doença. O município teve confirmado nesta quarta-feira a primeira morte do ano em decorrência da dengue hemorrágica. Em todo o Estado, são 9 óbitos confirmados. A SES solicita que a população várzea-grandense esteja atenta, abrindo as janelas e portas de casa a partir das 18h de hoje. As primeiras regiões a receber a aplicação do Ultra Baixo Volume (UBV) nome técnico do fumacê são o bairro da Manga, Centro, Cristo Rei, Mapim, Construmat, Alameda, Parque do Lago, Cohab e Maringá I e II. Os critérios de escolha dos bairros, diz o coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental da SES, Oberdan Lima, são a realização prévia de limpeza urbana e mobilização social. Isso significa que a ação dos carros de borrifação é orientada pelos levantamentos da Saúde municipal. Ontem, os agentes passaram por treinamento para atuar em Várzea Grande. Contra a proliferação dos criadouros do mosquito da dengue, o Aedes aegypti, a aplicação do Fumacê é uma ação complementar, à qual Cuiabá não aderiu ainda por discordar da eficiência da intervenção com o atual clima chuvoso. Para receber a borrifação, basta que o município sinalize devidamente à SES, que dispõe de pessoal e equipamento para tal. Entretanto, a posição contrária da Secretaria Municipal de Saúde foi adiantada no início da semana. A Pasta se manifesta novamente sobre o assunto hoje, em entrevista coletiva, que será concedida pelo diretor de Vigilância em Saúde da secretaria, Wagner Simplício. Para a prefeitura da Capital, a bomba costal motorizada seria o investimento mais eficaz atualmente no combate à dengue, pois é portátil e, levada pelo agente de saúde, pode atingir áreas como quintais e os fundos dos lotes. Nesses locais, segundo a Saúde municipal, encontram-se até 90% dos criadouros. Sem dúvida, a bomba costal mata muito mais, admite Kleber Morais de Sá, especialista do Ministério da Saúde e coordenador da ação do fumacê em Várzea Grande. Mas o município não tem máquinas suficientes, pondera, acrescentando que, embora de menor alcance, a agilidade do fumacê permite uma abrangência muito maior de imóveis numa única ação. Por dia de atuação, calcula Morais, um carro pode passar por mais de 2.100 imóveis. Por enquanto, 12 veículos estão destacados para atuar inicialmente em Várzea Grande, mas, ao todo, Estado e Ministério da Saúde dispõem de 30 unidades.