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CIDADES
Sexta-feira, 04 de Outubro de 2013, 21h:05

NO CAMINHO DO VLT

Família será retirada da ponte

YURI RAMIRES
Especial para o Diário de Cuiabá
Uma família, que mora embaixo da Ponte Julio Müller, em Várzea Grande, será retirada do local para a construção de uma nova travessia, por onde passará o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). A casa é simples, está há mais de 10 anos no local e pertence a pescadores. A estrutura não é uma das melhores e a área é insalubre, mas mesmo assim, o quintal lembra muitas casas por aí. Mais ao lado, quase nas margens do Rio Cuiabá, algumas canoas com ar de usadas e outras em processo de construção. Segundo a Colônia de Pescadores e Aquicultores de Várzea Grande, lá é a moradia de uma família com mais de 12 pessoas e quatro deles são pescadores profissionais, com carteirinhas registradas. Mesmo sabendo que a situação de moradia é irregular, o presidente afirma que há preocupação com o futuro da família. “Eles são ribeirinhos e vivem na beira do rio porque precisam dele para sobreviver”, disse o presidente da Colônia Belmiro Lopes. Segundo Lopes, a família também está preocupada, pois não tem onde morar e sobrevive pescando peixes para vender. “Além de precisarem da pesca, um dos moradores é responsável pela produção de canoas, o que ajuda na parte financeira”. Outro ponto que Belmiro questiona é a possível remoção da família para outra área. Segundo ele, a família tem muito a perder se for instalada em um local, distante do rio. Ele argumenta que não têm condições para transportar as canoas e dar continuidade à atividade. A colônia afirma que irá acompanhar de perto os trabalhos feitos pelo Município, pois não quer que a família seja prejudicada. MEDIDAS – De acordo com a secretária-adjunta de Assistência Social de Várzea Grande, Madalena Figueiredo, a história da família já é conhecida e o município já tentou por diversas vezes manter um diálogo para a retirada dos moradores, mas sem sucesso. “Há anos tentamos conversar com eles para orientar sobre a situação de risco que é morar no lugar, mas a família se recusa sair de lá”. A secretária adianta que na próxima segunda-feira (7), uma reunião com a defesa civil, Secretaria de Assistência Social, Centro de Referência de Assistência Social e outras entidades deve acontecer para discutir o destino da família. “Queremos discutir as possibilidades dentro da legalidade. Temos a informação de que eles possuem residência fixa em outro local. Já oferecemos casas de programas habitacionais e foram recusadas”. A Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) informou que o órgão não responde por essa situação, deixando claro que as medidas cabem à Prefeitura de Várzea Grande.

Edição EDIÇÃO 16967




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