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CIDADES
Sábado, 31 de Maio de 2014, 18h:46

SERVIÇO

Falta táxi em Cuiabá

Com o número de permissões congelado desde 1990, a capital mato-grossense precisa aumentar sua frota e reduzir preços das corridas

GUSTAVO NASCIMENTO
Da Reportagem
Com um táxi para cada grupo de quase mil habitantes, os cuiabanos chegam a esperar até 1h30 por uma corrida. Além da falta de veículos, as corridas na Capital ainda são consideradas as mais caras entre as 12 cidades-sede da Copa do Mundo. Cuiabá conta com 604 permissões para táxis, ou seja, um veículo para cada 910 moradores. Desde os anos 1990, o número de permissões para táxis na Capital está congelado, mesmo com o aumento de mais de 150 mil habitantes. A frota descumpre a lei que prevê a disponibilização de, pelo menos, um táxi para cada 750 pessoas. Uma pesquisa realizada pelo site de viagens TripAdvisor, apontou a carestia em relação às outras capitais que receberão jogos do Mundial da Fifa. Duas corridas de 5 km, na bandeira 2, em Cuiabá, saem por R$ 43,50. Doze reais mais caros do que a corrida mais barata, que é do Recife, em Pernambuco, com R$ 31,50. Para fins de comparação, no Rio de Janeiro, que também receberá jogos da Copa do Mundo, duas corridas de 5 km saem por R$ 33. Ainda assim, a capital carioca tem a impressionante marca de um táxi para cada 190 habitantes. Já São Paulo, a cidade mais populosa do Brasil, tem um táxi para cada 285 moradores. Vale ressaltar que ambas as cidades contam com outras formas de transporte público como trens, bondes e metrôs. Para o empresário Leandro Nascimento, de 36 anos, há muito tempo chamar um táxi em Cuiabá deixou de ser sinônimo de praticidade para se tornar dor de cabeça. Ele afirma que já perdeu horários de reuniões e até mesmo voos. “Eu chamei um táxi, porém ele demorou mais de 1h para chegar. Nesse meio termo, eu tentei ligar para outros números de táxis, outras rádio-taxis, mas não resolveu. Eu acabei perdendo o horário do despacho da bagagem e consequentemente, o voo”. De acordo com o presidente da Associação dos Taxistas de Mato Grosso, Abel Arruda, a lei que regulamente a atividade em Cuiabá é de 1978, e desde então ela permanece praticamente inalterada. Segundo ele, em 2008, a lei chegou a ser atualizada, porém não aumentou a frota dos taxistas. “Cuiabá tem hoje quase 600 mil pessoas, mesmo assim continuamos com o mesmo número de taxistas. O tempo de espera pelo carro que era de 15 a 20 minutos hoje é de 40 minutos a uma hora”. Segundo o presidente, durante a Copa do Mundo a situação vai ficar ainda mais caótica. “Na copa do Mundo, com mais 30 mil turistas circulando na Capital, o problema vai ser muito maior”. Conforme Abel, há vários anos a categoria vem tentando aumentar o número de carros da frota, porém continua sem sucesso. “Hoje, precisaríamos de, pelo menos, mais 150 permissões para tentar remediar a situação”. Os veículos utilizados para serviços de táxi podem ser de diferentes marcas, modelos e de diferentes tamanhos. O tipo de táxi a ser contratado depende da finalidade do passageiro, como o número de pessoas que viajam e da quantidade de bagagem. Em algumas cidades há veículos que comportam até 10 pessoas. Sempre é preciso oferecer rapidez, conforto e segurança aos passageiros. Abel explica que a situação de Várzea Grande está melhor que a de Cuiabá, já que a prefeitura da Cidade Industrial aprovou mais 80 permissões para o município. “Há um projeto em discussão na Câmara de Cuiabá, agora não sabemos quando, ou se será aprovado”. A reportagem do Diário entrou em contato com a assessoria da Prefeitura de Cuiabá, porém até o fechamento da edição, não houve retorno.

Edição EDIÇÃO 16967




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