CIDADES
Sábado, 08 de Outubro de 2011, 13h:19
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INTERIOR
Falta de segurança é tema em Sinop
O amento na incidência de crimes na cidade de Sinop e região fez com que o Poder Legislativo estadual levasse uma comitiva à cidade para realização de uma audiência pública específica sobre o tema. O evento, realizado na sexta-feira, tinha como tema o fortalecimento da segurança pública em Sinop e na região norte de Mato Grosso. Além de parlamentares, líderes comunitários e sociedade civil organizada foram contundentes nas afirmações sobre a precária atuação da força policial nessa porção do Estado. Os problemas enumerados vão desde a falta de condições estruturais, como viaturas e instalações físicas precárias, ao mais preocupante: a incapacidade do Estado em fornecer o quantitativo policial necessário. Questionado sobre o contingente policial, o secretário-adjunto de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, creditou à insuficiência policial ao longo período atravessado pelo Estado sem formação de novos policiais. Segundo Bustamante, estão sendo formados 370 novos policiais e 120 delegados, todos com destinação definida para o interior. Hoje, existem em Mato Grosso cerca de mil policiais em processo de aposentadoria. Bustamante ainda acrescentou que o governo do Estado pretende deflagrar, já nos próximos dias, uma ampla campanha de desarmamento, a fim de coibir parte da violência hoje instalada em Mato Grosso. Outro ponto conflitante é a utilização de parte do pouco contingente policial no desempenho das funções de agente prisional. Segundo Bustamante, uma ação conjunta entre as secretarias de Estado de Justiça e Segurança (Sejusp) e Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) está capacitando novos agentes prisionais para o atendimento aos presídios. Não gostaríamos de estar aqui discutindo segurança pública, não deveríamos estar nessas condições, acredito que parte da violência hoje instalada no país é resultado do abrandamento legislativo, que tem sido o grande gargalo da segurança pública. Hoje, não temos local adequado para o cumprimento do regime semi-aberto, passamos por um longo período sem formação de policiais, são famílias que transferem a responsabilidade pela criação dos filhos aos governos, são egressos do sistema prisional sem condições de ressocialização e que voltam a reincidir. Sob todas essas condições, a Polícia Militar está trabalhando, e trabalhando sobrecarregada, da mesma forma que há o aumento da demanda, as condições precisam ser garantidas, defendeu o comandante-geral da PM, coronel Osmar Lino Farias. Como ação emergencial, Farias anunciou a realização de uma força-tarefa, com o envolvimento das polícias Militar e Civil e o Ministério Público para um esforço concentrado em Sinop. Para tanto, foi apresentado na audiência o contingente do Bope, que, aliado a Rotam, atuará de forma estratégica e por tempo determinado. Também foi garantido o reforço do contingente policial em Sinop e região. Para 2012, foi garantida a instalação de um sistema de monitoramento por câmeras nas principais avenidas. Sobre a construção de um Centro Socioeducativo para abrigar jovens e adolescentes, o governo do Estado garantiu que Sinop será contemplada com uma das quatro unidades previstas para Mato Grosso. (Com assessoria)