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CIDADES
Sábado, 14 de Junho de 2008, 13h:39

Exclusão social é pretexto para prática de violência

Os atos de violência dentro e no entorno das escolas, atualmente tão freqüentes, beiram à banalização. Preocupa ainda mais porque pequenas incivilidades, como chutões, humilhações e desrespeitos aos colegas e professores são negligenciados e praticados sobre o pretexto de exclusão ou inadaptação social. Em conversa com a reportagem do Diário, um aluno de 12 anos da 7ª série do Nilo Povoas, acompanhado de um colega de classe de 15 anos, assume que participou da briga com os estudantes do Cesário e Presidente Médici, ocorrida na última segunda-feira. “Ah, os caras vieram para cima, tive que partir para briga”, diz. Perguntado se não tinha medo, ele fala que não. “Medo de quê? Se virem para cima, nós vamos também”. Porém, muitos alunos têm ido para as escolas com uma blusa a mais para retirar o uniforme na hora da saída. De acordo com o coordenador do Programa de Segurança, Disciplina e Qualidade Social nas Escolas da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Carlos Caetano, as escolas Presidente Médici, Nilo Povoas, Cesário Neto, Emília Figueiredo e o Liceu Cuiabano integram a lista das 59 instituições educacionais que estão dentro dos critérios de vulnerabilidade social, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e violência. No entanto, ele volta a destacar que o universo de alunos é grande e que menos de 1% desses estudantes é problemático. “Estive em Brasília e lá há em média seis casos de atentados contra professores por dia. São coisas que não registramos aqui”, diz. (JD)

Edição EDIÇÃO 16967




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