CIDADES
Quinta-feira, 06 de Março de 2008, 22h:18
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PAVIMENTO
Estudo aponta velocidade como problema
Pesquisa da UFMT para avaliar o asfalto em vias da cidade mostra que problema principal não é a qualidade da pavimentação, mas o abuso dos motoristas
Uma pesquisa realizada por estudantes do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) para avaliar a qualidade do asfalto em trechos de duas das mais movimentadas avenidas de Cuiabá acabou apontado para uma vulnerabilidade dos veículos, principalmente nas frenagens com pista molhada. A causa seria, não uma má qualidade asfáltica, mas o desrespeito aos limites de velocidade nas vias públicas, o que pode ser uma das principais razões para que ocorram acidentes na cidade. O estudo foi realizado sobre trechos das avenidas Fernando Corrêa da Costa e Miguel Sutil. A professora doutora Marilda Serra Ávalos, que coordenou os trabalhos, disse que a pesquisa teve como objetivo avaliar a composição química e a resistência através de análise da superfície asfáltica e realização de testes com veículos. O asfalto de Cuiabá é bom. Claro que pode ser melhorado e é por isso que o estudamos a fundo. Mas a imprudência de condutores ainda é maior do que os problemas com o asfalto, defendeu. A situação crítica de alguns trechos do asfalto que apresentam irregularidades se deve, na maioria dos casos, a um conjunto de fatores, em que a temperatura é a maior responsável. Na avenida Coronel Escolástico, em frente à Igreja São Benedito, o asfalto sempre apresenta ondulações. Marilda explica que isso ocorre por conta do alto índice de frenagem naquela descida, aliado à temperatura que amolece e torna o asfalto menos resistente. Ela argumenta que o asfalto de Cuiabá deve ter uma composição diferente dos de São Paulo, por exemplo. Deve resistir às altas temperaturas e ter elasticidade para possibilitar a dilatação. Para isso, um novo tipo de asfalto chamado de asfalto-borracha deve começar a ser testado na cidade. Além de resistente, ele também é ecológico, já que utiliza resíduos triturados de pneus velhos como parte da composição. Apesar de mais caro, o asfalto mostra ser 40% mais durável que os comumente utilizados em Cuiabá. A pesquisadora alerta para os limites de velocidade estabelecidos em vias públicas. Ela destaca que a velocidade máxima permitida, antes de estabelecida, é minuciosamente estudada. Um carro a uma velocidade mínima de 20 quilômetros por hora, com freios e pneus em bom estado, quando é bruscamente freado ainda se arrasta por mais de três metros, exemplifica. De acordo com o estudo, a avenida Miguel Sutil tem asfalto mais escorregadio por conta do alto índice de trânsito de veículos pesados.