NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

CIDADES
Sexta-feira, 23 de Março de 2012, 22h:20

ENSINO SUPERIOR

Estudantes estão sendo prejudicados

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Há pelo menos um ano estudantes universitários das Faculdades Resende de Freitas, antiga unidade do Teles Pires (Unitep), aguardam documentos relativos aos períodos cursados para que possam tentar transferência para outra instituição de ensino superior. Em agosto do ano passado o Ministério Público Federal (MPF) propôs uma ação civil pública contra a Resende de Freitas pedindo a suspensão de toda e qualquer atividade pertinente a cursos que não sejam os de Administração, Ciências Contábeis, Engenharia Civil e Turismo ministrados em Itaúba (600 km de Cuiabá). “A diretoria ficou de encaminhar os documentos como histórico e a grade curricular para os alunos, mas até hoje nada disso foi feito”, lamentou uma ex-acadêmica da unidade de Pontes de Lacerda, que temendo ser ainda mais prejudicada preferiu não ter o nome divulgado. Em Pontes e Lacerda, a ex-aluna da instituição fez pouco mais de dois anos do curso de Administração, que tem duração de quatro. “Nossa expectativa é de poder reaproveitar a grade e terminar o curso em outra faculdade”, comentou, destacando que já trabalha na área e que a falta de conclusão do curso e, consequentemente, do diploma, tem acarretado prejuízos profissionais. A estudante acredita que apenas em Pontes e Lacerda cerca de 200 alunos foram ou estão sendo prejudicados. Pelo curso ela pagava uma mensalidade de aproximadamente R$ 300,00. Conforme o MPF, a Unitep/Faculdade Resende de Freitas vinha oferecendo cursos superiores sem autorização do Ministério da Educação e Cultura (MEC) nas cidades mato-grossenses de Sinop, Guarantã do Norte, Nova Canaã do Norte, Marcelândia, Peixoto de Azevedo, Matupá, Terra Nova do Norte, Nova Santa Helena, Mirassol D’Oeste, Pontes e Lacerda, Paranaíta, Nova Guarita e Alta Floresta, além de também atuar no estado do Pará, no município de Novo Progresso, e no Acre, na capital Rio Branco. A instituição somente possuía autorização para oferecer os cursos de Administração, Ciências Contábeis, Engenharia Civil e Turismo unicamente em Itaúba. Os demais cursos oferecidos em outras cidades estavam em situação irregular. Na ação, a procuradora Analícia Ortega Hartz, de Sinop, pediu também que a faculdade fosse condenada por danos morais coletivos no valor de R$ 1 milhão. Por meio da assessoria de imprensa, o MPF informou ontem que a ação civil pública contra as Faculdades Resende de Freitas ainda está em fase inicial e a parte ainda terá que apresentar a defesa. Em seguida vai se dar a fase de instrução processual, período em que são levantadas mais informações e ouvidas testemunhas. Já assessoria de imprensa do MEC, em Brasília, ficou de verificar a situação da instituição junto à área técnica e de informar como ficam os alunos, mas até o fechamento desta edição não houve um retorno por parte dos responsáveis pelo setor no órgão federal. A reportagem tentou manter contato via telefone com a diretoria da Faculdade, mas não obteve resultado.

Edição EDIÇÃO 16967




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL