O engenhoso esquema desenvolvido pelo estudante de Direito envolvia o aluguel de quitinetes nos bairros onde os roubos ocorreriam. Além do próprio Boa Esperança, onde Anderson reside, Jardim Petrópolis, Jardim Itália, Coophema e Carumbé faziam parte do portfólio. Com a demarcação das residências, o próximo passo seria escalar os adolescentes para assaltar. Sem a menor cerimônia, ele usava o Corsa Classic prata de sua propriedade para transportar os infratores. Ele chegava a buscar os adolescentes na porta das escolas e os levava para os locais dos roubos, explicou a delegada Elaine Fernandes. Pelas listas apresentadas pelas vítimas, os ladrões roubavam sempre pertences de maior valor e fáceis de se revender. Para dificultar as investigações, ele não repetia a dupla ou o trio que participavam dos crimes. (AR)