São precárias as condições da pista da BR-364 entre Cuiabá e a Serra de São Vicente. Em alguns trechos há buracos em excesso, como nas proximidades dos postos de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Instituto de Defesa Agroambiental (Indea) e da comunidade Olho DÁgua. Noutros pontos são as lombadas, erupções provocadas pelo calor e o peso dos veículos, que tornam o tráfego ainda mais perigoso na rodovia. Além disso, o mato que cresce às margens e a falta de sinalização, tanto vertical quanto horizontal, também constituem problema para as motoristas. O caminhoneiro Luiz Carlos de Jesus Oliveira, de 36 anos, reclama dos buracos e do mato nas duas margens da estrada. Essa é a rodovia de escoamento da produção, a mais importante do estado, e mesmo assim não recebe a atenção merecida dos governos, federal e estadual, critica o motorista. Uma pista como essa, que não dispõe de acostamento, deveria ter serviço de manutenção permanente, incluindo tapa-buracos e limpeza das margens, sentenciou o amigo de Luiz Carlos, João Manoel Emídio dos Anjos Pereira. João Manoel, que trabalha com transporte de produtos industrializados e frequentemente vem a Mato Grosso, considera tensa a viagem na Serra de São Vicente não apenas por ser uma área serrada com pista sinuosa. Dependendo das condições do asfalto, a via se torna mais ou menos perigosa, avaliou ele. (AA)