Rodrigo Bressan, professor de psiquiatria na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e membro do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Famílias e Portadores de Esquizofrenia (Abre), diz que o tratamento ambulatorial do paciente de esquizofrenia é fundamental para evitar crises e a conseqüente internação. Além de oferecer medicação corretamente, diz, é necessário assegurar a assistência psicossocial que, entre outras funções, fará com que o paciente e sua família possam obter mais informações e entendam a doença. Entretanto, observa, a situação verificada em Mato Grosso é uma realidade em todo o país. Até mesmo no estado de São Paulo, a capital paulista, por exemplo, que é referência no atendimento em saúde, a assistência aos pacientes de doenças mentais é precária. Para Bressan, PHD em psiquiatria e referência em esquizofrenia, é um absurdo que no Brasil a família do doente mental procure uma unidade de saúde pública especializada e não encontra o médico. Além de professor, Ricardo Bressan escreve sobre o assunto. O livro dele, intitulado Entre a Razão e a Ilusão, escrito com a participação de outros médicos e um portador esquizofrenia, desmistifica a loucura. (AA)