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CIDADES
Terça-feira, 17 de Junho de 2008, 21h:46

QUALIDADE DO AR

Escolas já alertadas sobre baixa umidade

Unidades estão orientadas sobre necessidade de adequar atividades conforme o percentual de umidade do ar, que começa a cair nesta época do ano

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A Secretaria Municipal de Educação (SME) já encaminhou para as 44 creches e 94 escolas da rede de ensino as recomendações feitas pela Defesa Civil para o período de estiagem, quando as chuvas tornam-se raras e a umidade relativa do ar entra em declínio. O município atende 52 mil alunos. “Esta é uma prática adotada todos os anos. Neste período, as escolas começam a orientar os alunos tanto nos aspectos curriculares quanto sobre evitar determinadas atividades nos horários mais críticos”, disse a diretora de Projetos Educacionais da SME, Julieta Ribeiro Domingues. Ontem, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou aviso especial (5184) em sua página na internet informando que Mato Grosso apresenta condições meteorológicas favoráveis à ocorrência de baixa umidade relativa do ar, abaixo de 30%, em áreas isoladas do leste do Estado, hoje. De acordo com o coordenador da Defesa Civil, José Pedro Zanetti, o documento contém orientações a serem adotadas nos períodos críticos. Entre as principais sugestões, é desaconselhável a prática de atividades físicas (exceto natação) ao ar livre e exposição ao sol entre 10h e 16 horas. “Especialmente entre as 12h e 15 horas, período de maior calor do dia, quando a umidade do ar fica mais baixa”. Outra sugestão, se possível, é a diminuição do tempo do intervalo entre as aulas. Isso para que o horário de saída do período matutino seja antecipado, evitando, assim, que os estudantes sejam liberados em horários próximos ao meio-dia, quando a umidade é mais baixa. As crianças e adolescentes também devem ser orientados a evitar a exposição ao sol durante o intervalo e a não exceder nas brincadeiras, especialmente naquelas com atividades físicas mais intensas. Outra dica é a ingestão de líquidos pelas crianças, orientando e permitindo que elas levem para a sala de aula garrafas de água. “Caso a umidade caia a níveis críticos, diminuir ou suprimir aulas de educação física e os exercícios físicos, substituindo-os por palestras, filmes e jogos de tabuleiro”, alertou Zanetti. O coordenador lembrou ainda que a baixa umidade do ar causa inúmeros problemas à saúde, como ressecamento da pele, dificuldade em respirar, sangramento no nariz, problemas pulmonares, entre outros. Os mais prejudicados são as crianças e os idosos. “Para o nosso bem estar físico e mental, a umidade relativa do ar deve estar em torno de 75%”. Pela Organização Mundial de Saúde (OMS), índices entre 20% e 30% são considerados estado de atenção. Abaixo disso, de 20% a 12%, situação de alerta. Índices inferiores a 12% remetem à situação de alerta máximo ou emergência.

Edição EDIÇÃO 16967




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