A greve dos motoristas e cobradores também prejudicou estudantes que residem em bairros mais afastados e estudam na região central de Cuiabá. Na Escola Estadual Professor Nilo Póvoas, que fica no bairro Bandeirantes, a diretoria estimava que 90% dos alunos faltaram por conta da ausência dos coletivos nas ruas. "Muitos alunos faltaram. Por conta disso, os professores não podem lecionar matéria nova e tiveram que fazer uma atividade diferenciada para não prejudicar àqueles que não tiveram condições de vir para a escolar", disse a diretora da unidade Marly silva de Almeida. Segundo ela, a escola conta com 17 turmas no período matutino, que juntas contabilizam 500 estudantes. "Hoje (ontem) não tivemos mais de 100", comentou. No Liceu Cuiabano, a situação foi mais dentro do normal, segundo o diretor Alceu Trenti. "Alguns faltaram ou chegaram atrasados, mas as aulas estão normais. Não tivemos grandes problemas", afiançou. A estudante Ana Carolina Arruda, 16 anos, diz que o pai precisou levá-la a escola. "Geralmente venho de ônibus, mas como nenhum passava acabei vindo de carro com meu pai", afirmou. (JD)