A Saúde de Cuiabá voltou a ser alvo da Polícia na manhã desta terça-feira (17), em mais um episódio de desvio de dinheiro da Prefeitura Municipal.
A fim de desbaratar um esquema criminoso instalado na Empresa Cuiabana de Saúde Pública, entre 2021 e 2024, a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) deflagrou a Operação Athena e mirou em agentes públicos e figuras conhecidas da polícia, quando o assunto é operação na Saúde Pública da Capital.
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No total, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, os quais foram cumpridos em Cuiabá e Várzea Grande.
Além das buscas por equipamentos eletrônicos e documentos relacionados aos crimes, foram determinados pelo Poder Judiciário o sequestro de imóveis e veículos e o bloqueio de bens e valores no montate de R$ 3,950 milhões.
Entre os alvos, estão o diretor da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Giovani Kochi, o diretor jurídico da autarquia, Lauro José da Mata, e o secretário de Meio Ambiente da Capital, Juarez Samaniego, que foram afastados por ordem judicial nesta terça.
O ex-secretário-adjunto de Atenção Hospitalar e Complexo Regulador, Paulo Sérgio Barbosa Rós; Wanderson Franisco de Arruda e Nadir Ferreira Soares também tiveram o afastamento decretado.
Além deles, também foram alvos da operação o ex-secretário de Saúde, Célio Rodrigues, e o ex-servidor Gilmar Cardoso,
O ex-diretor da Empresa Cuiabana de Saúde, Eduardo Vasconcelos, a ex-servidora Rosana Lídia de Queiroz, e o empresário Serberty Artênio Coringa.
FIGURAS CARIMBADAS - O ex-secretário de Saúde, Célio Rodrigues, já é um velho conhecido das operações policiaisna Saúde em Cuiabá.
Ele foi alvo da Operação Cupinha, que é a segunda fase da Operação Curare, da Polícia Federal, por suspeita de movimentar mais de R$ 100 milhões, entre os anos de 2019 e 2021.
Em fevereiro de 2023, ele foi preso na Operação Hypnos, que apurou um esquema de desvio nos cofres da Saúde Pública, que teria sido direcionado de forma indevida em plena pandemia de Covid-19.
Meses depois, o ex-secretário foi novamente alvo da Polícia Civil, na Operação Cartão-Postal, por integrar uma organização criminosa que desviou mais de R$ 87 milhões da Secretaria de Saúde de Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá), por meio de contratos fraudulentos.
Outro alvo da operação deflagrada hoje, que também já foi manchete das páginas policiais, é Eduardo Vasconcelos.
Ele esteve entre os investigados da Operação Hypnos, e foi preso em fevereiro do ano passado, assim como Célio Rodrigues.
Quem também é velho conhecido da polícia é Gilmar Cardoso.
Ele respondia pela Secretaria-Adjunta de Gestão da Saúde e foi alvo das Operações Iterum e Smartdog.
OPERAÇÃO ATHENA - O esquema desbaratado por meio da Operação ocorreu entre os anos de 2021 e 2024, ocasião em que foi realizado a contratação de serviços e configuração de CFTV (câmeras de monitoramento) e controle de acesso e serviços de locação de impressoras.
Conforme a Polícia Civil, o grupo contratou a empresa Lume Divinum Comércio e Serviços de Informática e seus representantes sem licitação e cometeu também o crime de peculato, ou seja, desviou dinheiro ou bens públicos.




