CIDADES
Quarta-feira, 29 de Abril de 2015, 20h:22
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JUSTIÇA
Enfermeiro pega 18 anos de prisão
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Após 17 horas de julgamento, o enfermeiro Evanderly de Oliveira Lima, 45 anos, foi condenado a 18 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da esposa, a juíza Glauciane Chaves de Melo, ocorrido em junho de 2013. O julgamento começou na manhã de terça-feira (28) e só terminou na madrugada de ontem, quando o juiz Carlos Augusto Ferrari anunciou a sentença. Também denunciado por porte ilegal de arma, o acusado foi julgado pelo Tribunal do Júri, na comarca de Alto Araguaia. As condenações foram de 16 anos e seis meses pelo homicídio e mais dois anos pelo porte de arma. Durante seu interrogatório, Lima disse ter cometido o crime por ter perdido o controle da situação. Ele se emocionou e chegou a chorar. Porém, os jurados entenderam que o crime foi duplamente qualificado, uma vez que o réu não deu chances de defesa à vítima. Porém, esse não é o entendimento do Ministério Público. "Quem vai buscar a reconciliação não leva uma arma de fogo com cinco balas, leva um buquê, afirmou o promotor de Justiça Márcio Florestan, durante os debates no julgamento do réu, conforme informações da assessoria de imprensa da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso. O MPE aponta que o acusado sacou um revólver calibre 38 e disparou dois tiros, que acertaram a nuca da magistrada. Evanderly tentou justificar o crime dizendo que foi ofendido e humilhado. Mentira! As portas da sala estavam abertas e ninguém ouviu qualquer ofensa dirigida a ele por Glauciane. Seria impossível que alguém não tivesse ouvido. Infelizmente, ele não falou a verdade, sustentou. Já o advogado do acusado, Edno Damascena, alegou que seu cliente estava sobre forte emoção quando atirou e matou a juíza. "Esse homem que estamos julgando, por um fato que ocorreu em cinco minutos, viveu o relacionamento com intensidade. É um homem de carne e osso, méritos e defeitos. Confessou que atirou, matou e está arrependido", disse. Na sustentação da defesa, Damascena ressaltou que a justiça não significa condenação e nem punição. Para ele, o melhor conceito de justiça é "dar a cada um aquilo que é seu". O advogado falou ainda que o réu se comportou bem diante do interrogatório no Tribunal do Júri, respondendo a todas as perguntas e reconhecendo a ajuda que recebeu da vítima para terminar os estudos. O advogado não deve recorrer da sentença. (Com informações da Corregedoria de Justiça).