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Segunda-feira, 28 de Outubro de 2013, 20h:10

CASA DA SUSPENSÃO

Empresário vai a júri por assassinar pai e filho

YURI RAMIRES
Da Reportagem
Acontece amanhã o júri popular do empresário Francisco Assis Vieira Lucena, acusado de matar o professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Dario Luís Scherner, 45 anos, e o filho dele, Pedro Cesár Scherner, 17 anos, em dezembro de 1991. Assis é acusado de duplo assassinato e está preso desde 2008, quando foi encontrado pela polícia em São Paulo. Atuando como assistente de acusação do Ministério Público do Estado (MPE), o advogado Huendel Rolim acredita que o júri ocorra de forma tranquila e espera que seja finalizado ainda nesta quarta. Segundo Rolim, após 21 anos do crime, está na hora de por um ponto final no sofrimento da família. "Esperamos que ele pegue uma condenação máxima ou que não seja abaixo de 20 anos", complementou. Para Giovana Scherner, que era criança quando perdeu o pai e o irmão mais velho, a dor e a saudade serão eternas. O crime teve influência direta em sua vida. Hoje, ela é advogada e passou os últimos anos buscando justiça. "A justiça é certa, principalmente para dentro dos nossos corações. Será o fim, missão cumprida", desabafou. Ela aproveitou para convidar toda a sociedade para estar presente no Fórum de Cuiabá, vestido de branco, em sinal da paz. O CRIME - No dia 27 de dezembro de 1991, Pedro, filho mais novo da família, foi até a oficina de Assis para solicitar um trabalho de manutenção no veículo. Um orçamento foi pedido, primeiramente pelo telefone. Quando chegou na oficina, Assis pediu um preço superior ao que havia dito por telefone. Pedro não concordou, afirmando que não tinha a quantia pedida, e em seguida disse que iria embora. Consta na denúncia do MPE, que Assis obrigou o garoto a realizar o serviço. Assustado com a postura adotada pelo empresário, Pedro entrou em contato com o pai e pediu que ele fosse até o local. Já na oficina, Dario acabou discutindo com Assis, que sacou uma arma e efetuou 2 disparos. Pedro foi tentar defender o pai, mas foi atingido por outros 2 disparos. Ambos não resistiram e morreram em seguida. O empresário fugiu de Cuiabá logo após o crime e foi encontrado em 2008, na cidade de Osasco, interior de São Paulo, portando uma identidade falsa e levando uma vida comum. O caso ficou conhecido como "Crime da Casa de Suspensão". Francisco está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE) há 17 anos.

Edição EDIÇÃO 16967




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