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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

CIDADES
Sábado, 07 de Junho de 2014, 14h:09

IMIGRANTES

Duplicação pode demorar cinco anos

Usuários da Rodovia dos Imigrantes (MT-407), do lote de 855 quilômetros da BR-163 terão de esperar muito para ver antigo sonho realizado

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Os usuários da Rodovia dos Imigrantes (MT-407) podem ter que esperar mais cinco anos para ver realizado o antigo sonho de duplicação dos 28 quilômetros da estrada. Por enquanto, a pista que compõe o lote de 855 quilômetros da BR-163 concedidos pelo Governo Federal à Rota do Oeste, empresa da Odebrecht TransPort, irá passar por uma operação emergencial, com a cobertura de buracos, sinalização e reorientação de algumas vias de acesso. Também chamada de contorno de Cuiabá, a Rodovia dos Imigrantes compreende o trecho entre o trevo do Lagarto, em Várzea Grande, e a BR-364, na altura da Penitenciária Central (antigo Pascoal Ramos), na capital. “Serão 28 quilômetros que passarão por reparos na pista, de sinalização e também por obras para melhoria de fluidez, como terceiras faixas, reorganização de intersecções e ordenação de acessos. Neste caso, aguardamos a aprovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)”, informou o diretor-geral da Concessionária Rota do Oeste, Paulo Meira Lins. Cerca de 25 mil veículos de carga e carros de passeio trafegam diariamente pela rodovia, que possui apenas duas faixas de rolamento. Por causa dos problemas, que vão desde buracos, desníveis na pista a falta de acostamento, muitos motoristas acabam adentrando nas duas cidades. Os riscos de acidentes também são grandes. “Há um ano uma sobrinha minha foi atropelada aqui. Ela quebrou uma perna e ficou bastante machucada. A rodovia é difícil de atravessar e muito perigosa”, disse Marines Esperança, de 38 anos, que residente no Jardim Eldorado, uns dos bairros localizados ao longo da estrada. “Falta sinalização e uma passarela”, acrescentou. Para os motoristas, o trânsito não flui devido às más condições da estrada. “De todas as rodovias que já passei essa é a pior. Já fui para Bolívia, Paraguai e todo o Brasil e não conheço estrada tão ruim como esta”, criticou o caminhoneiro José Elias Pereira, de 58 anos. “Para passar por aqui tem que ter muita paciência e atenção”, completou. As obras emergenciais na rodovia estão previstas para começar a partir de julho. Conforme Paulo Lins, o cronograma total de obras ainda não está estabelecido, pois a concessionária depende dos processos de licenciamento ambiental. A concessão da BR-163 em Mato Grosso para a Rota do Oeste vai da divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (Km 0) até o município de Sinop (km 855, incluindo o perímetro urbano do município). Neste intervalo, caberá à empresa executar as obras de duplicação, recuperação e conservação do asfalto de 453,6 km distribuídos nos seguintes trechos: da divisa de MT com MS até o trevão de Rondonópolis, do Pascoal Ramos até o trevo do Lagarto e do Posto Gil até Sinop. De acordo com Paulo Lins, os trechos entre Rondonópolis e Pascoal Ramos e do trevo do Lagarto até Posto do Gil estão sob a competência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transito (DNIT). “Nestes locais, a Rota do Oeste irá operar nestes primeiros cinco anos somente na prestação de serviços, como guincho e ambulância. Com as obras concluídas, os trechos passam então para total administração da Rota do Oeste”. Durante os 30 anos de concessão, a previsão de investimento é de R$ 5,5 bilhões. Deste total, 2,8 bilhões deverão ser aplicados nos primeiros cinco anos de concessão, quando se concentra a maior parte dos trabalhos de infraestrutura. Neste período, o investimento anual médio é de R$ 500 milhões.

Edição EDIÇÃO 16964




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