CIDADES
Terça-feira, 10 de Setembro de 2013, 20h:59
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Doentes renais do interior sofrem
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Com uma rotina cansativa por terem que se deslocar até Cuiabá três vezes por semana para fazer hemodiálise, sete pacientes com doença renal de Diamantino têm que aguardar entre seis e sete horas para poderem retornar à cidade, que fica a 200 quilômetros, ao norte da capital. A cidade não conta com as sessões de hemodiálise. De acordo com a presidente da Associação dos Pacientes Renais e Transplantados de Mato Grosso, Luzia Canavarros, o problema ocorre porque a van que fazia o transporte dos portadores da doença apresentou defeito há três meses. Desde então, os doentes renais aguardam o conserto do veículo. "Eles têm esse veículo próprio, mas por causa do problema estão vindo com outros pacientes que vêm para consulta ou fazer exame, alguns marcados para o fim da tarde", contou. Ela explica que por serem do interior, os pacientes têm prioridade nas clínicas que fazem hemodiálise na capital. "Os pacientes saem às 3 horas da manhã. Chegam por volta das 6 horas. Entram no primeiro turno (sessão) e saem por volta das 11 horas. Mas, têm que ficar esperando o motorista até às 17 e 18 horas enfrentando o sol e o calor. Com isso, só chegam em casa às 20 ou 21 horas", conta. Para ela, a situação é delicada porque os pacientes correm risco de passar mal. "Cansados, eles podem passar mal dentro do veículo e o motorista sem saber o que fazer", alertou. Uma dessas pacientes é a Isabel Bandeira da Silva, 55 anos, que faz hemodiálise há dois anos e oito meses. "É uma rotina bastante cansativa e a gente se desgasta ainda mais tendo que esperar até o fim da tarde", conta, informando que fica esperando na própria clínica o horário de retornar. Lá, segundo ela, recebe comida. Mas, em outras unidades, os pacientes têm que pagar pela alimentação. Secretaria Municipal de Saúde de Diamantino, Itamar Martins Bonfim, informou que a van realmente apresentou problema, que até então não foi resolvido porque a peça é importada e o responsável pelo conserto não consegue achar outra no mercado local. "A peça está vindo de São Paulo e me garantiram que ainda nesta semana o veículo será entregue", disse. Bonfim comentou que entende a situação dos portadores de doença renais, mas afiançou que o município não é obrigado a dar exclusividade na utilização de veículos para o transporte de pacientes. "O transporte é feito para levar todos, mas decidimos dar esta prioridade e eles têm que entender, frisou.