CIDADES
Terça-feira, 26 de Junho de 2007, 20h:16
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SEXO SEGURO
Distribuição de preservativos em escolas é adiada no Estado
A oportunidade dos estudantes da rede pública de educação receberem preservativos diretamente nas escolas, prevista para o primeiro semestre de 2007, foi adiada em Mato Grosso por falta de definição de critérios para a distribuição do produto entre as secretarias de Estado de Saúde e Educação. Como parte do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas, a distribuição de preservativos é considerada pelos adolescentes uma ótima opção para alcançar aqueles ainda têm vergonha de ir até uma unidade de saúde próxima de casa. O projeto terá início em agosto, apenas com trabalho de conscientização. O Saúde e Prevenção nas Escolas é uma parceria dos ministérios da Saúde e Educação. Em Mato Grosso, Cuiabá e Várzea Grande serão as cidades-piloto. Para isso, foram escolhidas as escolas estaduais Presidente Médici, Leovegildo de Mello, Mário de Castro, Salim Nadaf, Irenice Godoy e Júlio Correa. Do município, as escolas de Cuiabá Rafael Rueda e Constança Palma Bem-bem terão o trabalho pioneiro. Segundo a psicóloga e membro da equipe responsável pela saúde do adolescente na SES, Aldinéia Correa Guimarães, os professores dessas escolas estão participando da capacitação para o início dos trabalhos. A primeira etapa da capacitação ocorreu em maio. A segunda começou na segunda-feira e durará três dias. A psicóloga explicou que a distribuição de preservativos é uma das partes do projeto, mas a SES tem encontrado resistência na Secretaria Estadual de Educação para fazer esse trabalho. Aldinéia disse que após a capacitação, os professores terão cerca de um mês para construir um plano de trabalho para a escola onde atuam. A meta é começar os trabalhos de prevenção e conscientização na segunda quinzena de agosto. A distribuição de preservativos, conforme a psicóloga, deverá iniciar assim que as secretarias de Educação estadual e municipal - demonstrarem interesse no trabalho. A secretária-adjunta de Políticas Pedagógicas, Rosa Neide Sandes de Almeida, explicou que a Seduc não fechou as portas para a distribuição de preservativos. Na verdade, explicou Rosa Neide, a Secretaria quer a definição de critérios para evitar problemas com a comunidade escolar. De acordo com a secretária-adjunta, uma comissão está formada para discutir esses pontos com a SES. Precisamos definir, por exemplo, qual é o perfil do adolescente que receberá esse preservativo, para evitar que uma criança (que não está preparada) também tenha acesso. (AC)