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CIDADES
Sexta-feira, 23 de Março de 2007, 20h:45

Difícil acesso imprime ritmo a emergências

Credenciado pelo Sistema Único de Saúde em 2006, o hospital municipal de Colniza realizou recentemente sua primeira cesariana. Antes disso, por conta da situação das estradas, as gestantes tinham de se submeter a uma espécie de exílio preventivo, ao atingir o oitavo mês. “Elas viajavam com um mês de antecedência até a Casa da Mãe Gestante [a 350 quilômetros de distância, em Juína], onde aguardavam o momento do parto. Não havia aqui a condição de dar atendimento a uma emergência”, relata a administradora da instituição, Ana Paula Marques Schulz. Quando ainda existe necessidade de alguma transferência urgente, a única alternativa é o avião. “Só que eu só posso encaminhar um paciente que chegue aqui até as 17h30 no máximo. Como não há iluminação, é preciso pousar de dia no aeroporto de Juína. Se alguém chegar tarde, só pode embarcar no dia seguinte”. Ela reconhece que a instituição já chegou a funcionar em condições mínimas no passado. Hoje, porém, existe a condição de levar adiante procedimentos cirúrgicos complexos. O problema, segundo ela, é a falta de uma estrutura para se fazer um estoque de sangue. “Não há uma agência transfusional. Em alguns casos, precisamos fazer transfusão braço a braço, infelizmente”. (RV)

Edição EDIÇÃO 16967




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