CIDADES
Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011, 20h:31
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OPERAÇÃO LACRAIA
Dez assaltantes de banco são presos
Polícia apresentou ontem parte de grupo acusado de cometer ao menos 3 roubos a bancos do interior no ano passado. Dois ainda foragidos
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A Polícia Civil apresentou ontem de manhã 10 assaltantes de bancos que foram presos no dia anterior em Cuiabá e Várzea Grande durante a Operação Lacraia. As investigações apontam que os bandidos participaram de três assaltos a agências bancárias no interior do Estado no ano passado. Eles foram reconhecidos nos roubos às agências do Banco do Brasil da cidade de Aripuanã, no dia 3 de março, de Nova Mutum, no dia 3 de julho, e 2 de dezembro, de Campo Novo do Parecis. Nas três ações criminosas os ladrões agiram com extrema violência atirando contra policiais e fazendo clientes e funcionários de escudo humano. Os três assaltos renderam cerca de R$ 2 milhões ao bando. Estão presos Sílvio César de Araújo, o Bruxa, de 37 anos, apontado como o líder do bando, o pai dele, Divino Marino de Araújo, de 68, Marcos Antônio de Assis Machado, de 27, Clóvis da Silva Veiga, de 26, Sinval Machado Xavier, de 29, Sérgio Nunes da Silva, o Lacraia, José Hamilton da Silva, de 24, Fernando Cícero de Oliveira Mendes, o Fernando Bombado, de 24, e Paulo Alves de Souza, o Tiozinho, de 44. Dois participantes dos assaltos ainda estão foragidos. Alguns dos três assaltos foram coordenados de dentro dos presídios. O assaltante Jackson Chaves da Silva, preso numa penitenciária de segurança máxima no Mato Grosso do Sul, repassava ordens através de celulares. Na Penitenciária Central do Estado, o assaltante identificado como Flavinho fazia o mesmo. Segundo o delegado Luciano Inácio da Silva, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), a parte principal ainda não está concluída, que é a apreensão de metralhadoras e fuzis usados nos assaltos, pois são armas possivelmente alugadas e que podem ser usadas em outras ações criminosas semelhantes. Com a quadrilha, foram apreendidas sete armas, sendo três pistolas, uma carabina e uma submetralhadora. O delegado frisou que o chefe do bando, Sílvio César, foi condenado pelo assalto que praticou em 2003 por uso de armamento pesado em assaltos. Na ocasião, a GCCO prendeu cinco integrantes do bando e ele conseguiu escapar. Foi ele (Sílvio) quem trouxe assaltantes de fora, deu apoio logístico, fomentou o crime. Desde então, estávamos à sua procura. A Operação Lacraia, desencadeada em março, chegou até alguns assaltantes, mas muitos utilizavam nomes falsos, fornecidos pelo pai de Sílvio, segundo a polícia. Em julho ocorreu o segundo assalto. Nas imagens e nos retratos falados, foi possível ter um esboço de quem estava participando do assalto. Em dezembro, em Campo Novo, foi reconhecido Paulo Alves, o Tiozinho, que ajudou a identificar os demais integrantes do bando. Nesse período houve um assalto na cidade de Denise, mas o delegado acredita que seja outro bando, por causa do armamento pesado. As quadrilhas usam o mesmo tipo de armamento pesado porque é difícil se desfazer deles. Então, repetem as armas até por uma questão de logística, destacou Luciano Inácio. Os ladrões vão responder pelos crimes de roubo, porte ilegal de arma, formação de quadrilha e tentativa de assassinato. Essas penas somadas poderão chegar a 30 anos.