CIDADES
Quarta-feira, 01 de Fevereiro de 2017, 19h:15
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ABUSO DE ENTEADA
Delegado diz que irá indiciar vereador
O delegado Daniel Valente, que assumiu a Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente (Deddica), disse ontem que irá indiciar o vereador Chico 2000 (PR) pelo crime de estupro de vulnerável. O parlamentar é suspeito de abusar sexualmente da enteada de 11 anos durante uma festa em sua residência, em Cuiabá. O vereador, chegou a ficar preso por 10 dias no Centro de Custódia da Capital (CCC), em dezembro do ano passado, nega o crime. O delegado disse que está concluindo as investigações e que até a próxima semana deve encaminhar à Justiça o indiciamento do vereador. O inquérito - que está sob sigilo - anteriormente era de responsabilidade do delegado Eduardo Botelho, que agora integra a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil. No Fórum, o processo será enviado ao Ministério Público Estadual (MPE) para que um promotor de Justiça decida se denuncia ou não o parlamentar pelo suposto crime. Caso ocorra a denúncia, o procedimento será levado para análise do juiz da Vara Especializada da Infância e da Juventude de Cuiabá. Se o magistrado acatar a denúncia, Chico 2000 passará a ser réu. Conforme o delegado, o vereador ainda pode ser indiciado pelo abuso de outra adolescente. A suposta vítima ainda está sendo procurada pela Polícia para prestar esclarecimentos. Conforme a menina, o caso teria ocorrido no dia 13 de outubro, durante uma festa em comemoração ao aniversário da mãe dela na casa do vereador. No boletim de ocorrência, ela contou que o parlamentar teria pedido para que ela sentasse em seu colo e passado a mão em seus seios e barriga. Em outra ocasião, contou a menor, ele quase teria tocado em seu órgão genital. A menina disse que preferiu não comentar o caso para a mãe na ocasião porque não queria estragar a festa de aniversário dela. Todavia, narra que hoje 26.11.2016 teve uma discussão com Chico e mãe, e enviou um pedido de socorro para a tia paterna. Informa que nesse tempo a vítima foi para a casa de uma amiga que mora perto da sua casa, e a tia a buscou lá, diz trecho do boletim de ocorrência. A mãe da menina perdeu sua guarda no dia 7 de dezembro, em decorrência de um pedido do Ministério Público Estadual (MPE), acatado pela juíza da Vara de Infância e Juventude da Capital, Gleide Bispo Santos. Chico 2000, por sua vez, negou o crime e afirmou que a enteada é problemática e arquitetou a situação para justificar o seu mau comportamento no colégio.